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Mais de 400 pilotos processam Boeing por causa do 737 Max

Trabalhadores estimam perdas em milhões de dólares.

Acredite se Puder / 18:40 - 24 de Jun de 2019

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Na última sexta-feira, mais de 400 pilotos que trabalharam com o Boeing 737 MAX abriram um processo contra a Boeing pelo que consideram um acobertamento sem precedentes das falhas no sistema do modelo e por perdas financeiras decorrentes do fato de o avião estar impedido de voar desde março. Empresas de advocacia nos Estados Unidos e na Austrália representam os profissionais, estimando as perdas dos pilotos em milhões de dólares. Os advogados disseram à imprensa norte-americana que a falha, considerada responsável por dois acidentes fatais em novembro de 2018 e março deste ano, “afeta negativamente” a renda dos pilotos e criou incertezas profissionais. Segundo eles, a ação coletiva também é uma maneira de dizer à fabricante de aviões que “seu desejo por vender mais aviões nunca mais pode impactar na segurança do setor de aviação”.

 

Chineses querem ouro russo

Um consórcio liderado pela Fosun Internacional está em negociações para adquirir uma participação majoritária na GV Gold PJSC, uma mina de ouro russa, avaliada em € 877,5 milhões. A Fosun, de Guo Guangchang, pretende fazer a oferta em parceria com a Zhaojin Mining Industry. A GV Gold é controlada pelo russo LantaBank e quase duplicou a produção desde 2016. O fundo norte-americano BlackRock detém 18% do negócio, tendo comprado uma parcela em 2007, quando a empresa foi avaliada em € 500 milhões.

Esta é a segunda tentativa da Fosun para adquirir uma mineradora de ouro. A primeira foi em 2017, quando tentou adquirir 10% da Polyus PJSC por US$ 900 milhões, mas não teve aprovação das autoridades chinesas. Agora, a tentativa acontece depois de grande valorização do metal. Neste ano, o ouro já valorizou mais de 10%, ultrapassando os US$ 1.400 por onça. Os analistas do Citigroup acham que o entusiasmo em torno do metal vai aumentar e preveem cotações entre US$ 1.500 e US$ 1.600 por onça, nos próximos 12 meses.

 

Santander dissolve joint venture

O Banco Santander pagou € 937 milhões à Allianz para dissolver a joint venture formado entre a seguradora e o Banco Popular para a distribuição exclusiva de alguns produtos. De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários Nacional, regulador do mercado espanhol, o Santander informa a compra da participação de 60% da seguradora e passou a deter 100% da joint venture. Agora, cederá parte à Aegon parte de seguros de vida, que será transferido para a joint venture entre o banco e a seguradora holandesa para distribuir seus produtos na rede Santander. O acordo será concluído no primeiro trimestre de 2020.

 

Emissões poluentes derrubam ações da Daimler

As ações da Daimler caíram mais de 3,5% na bolsa alemã e foram cotadas € 47,76 euros, depois que a empresa anunciou uma deterioração nos seus resultados. A fabricante dos automóveis Mercedes Benz reviu para baixo suas estimativas do resultado anual, prevendo agora que os lucros antes de juros e impostos fiquem estáveis, quando deveriam fechar este ano com um valor superior ao do ano passado. Tudo devido aos custos relacionados com o escândalo de emissões poluentes.

 

Preço do petróleo volta a cair

No domingo, Trump anunciou novas sanções contra o Irã, apesar de não especificar quais. Apesar da possibilidade de conflito numa zona relevante para a produção do petróleo, preços da matéria-prima caíram. Em Londres, o barril do Brent baixou 1,2%, voltando para US$ 64,42.

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