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Maioria dos analistas aprovou as condições da venda da TAG

Por Nelson Prioiri.

Acredite se puder / 08 Abril 2019 - 17:15

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No início da noite da última sexta-feira foi concluída venda de uma participação de 90% no capital da Transportadora Associada de Gás (TAG) para o grupo Engie e para o Caisse de Dépôt et Placement du Quebec por US$ 8,6 bilhões, a maior operação do programa de desinvestimento da Petrobras. A matriz francesa Engie deterá 29,25%, mesma participação da Engie Brasil , e o fundo canadense ficará com 31,5% e 10% serão da Petrobras. Essa transação foi elogiada pela maioria dos analistas, que destacaram o valor da transação e os efeitos benéficos para a alavancagem da empresa. No pregão dessa segunda-feira, a cotação das ações da estatal registrou alta de 1,56% e foi para R$ 29,23.

De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, o impacto por ação será de R$ 1,68, o que corresponde a uma elevação de 5,8% sobre o último fechamento dos papéis da estatal. Além disso, o múltiplo dívida líquida sobre Ebitda será reduzido em 0,19 para 2,15 vezes. E um avanço de 32% da meta de US$ 26,9 bilhões de venda de ativos.

A XP tem um preço-alvo de R$ 33 para as ações preferenciais da Petrobras, o que significa uma valorização de 13% sobre o patamar atual dos papéis – e de R$ 32 para as ordinárias, que já é o preço atual. A recomendação é de compra. No relatório, o Credit Suisse elevou a recomendação das ações da estatal de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado), destacando que esta é a “última chamada para entrar no voo dos papéis da companhia”. Os analistas do banco suíço entendem que essa é uma transação de dívida. “A companhia recebe um grande fluxo de caixa agora e depois repaga em parcelas futuras por meio das tarifas de transporte estabelecidas em contratos de longo prazo”. Neste cenário, o custo do acordo seria de 5,3% ao ano para a Petrobras, contra os juros de 5,8% que a empresa recebe nos títulos de dívida emitidos para o mercado externo.

Coletes amarelos ganham queda de braço

Edouard Philippe, o primeiro-ministro francês, revelou que na próxima semana o presidente Emmanuel Macron anunciará as principais linhas políticas que o governo assumirá como resultado de um “grande debate nacional”, resposta ao descontentamento dos três meses de protestos dos “coletes amarelos”.

A maior conquista dos manifestantes é que o governo irá propor a extinção da taxa adicional sobre os combustíveis e do imposto para os aposentados, além do estabelecimento de um bónus mensal de 100 euros para os trabalhadores que ganham um salário mínimo. Essas medidas devem representar uma queda de arrecadação e uma nova despesa, em torno de 10 bilhões de euros. A oposição, como já era de se esperar, já condenou este anúncio de medidas em época de pré-campanha das eleições para o Parlamento Europeu. O governo francês está cedendo às exigências de mais de um milhão de pessoas. Por causa disso, ainda adotará soluções para melhorar os serviços públicos e também por mais participação nas decisões políticas.

 

Finalmente, petróleo acima dos US$ 70

O aumento dos conflitos na guerra civil da Líbia e o receio da interrupção na diminuição da oferta com uma queda drástica na produção de petróleo no segundo trimestre deste ano e o duro discurso de Donald Trump contra o Irã, quando anunciou que a Guarda Revolucionária passou a ser considerada uma organização terrorista, fizeram que os preços do barril do petróleo fossem mantidos acima da faixa dos US% 70.

Em Nova Iorque o produto teve valorização de 1,49% e foi para os US$ 64,02. O Brent, na terceira sessão de ganhos, subiu apenas 0,81% para os US$ 70,92

 

Trump pressiona Powell

O ouro está se beneficiando das críticas do presidente dos EUA ao Fed. Trump está aumentando a pressão em Jerome Powell, pois quer que o Fed não só pare a normalização dos juros como os baixe novamente para sustentar o crescimento da economia.

 

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