Macron enfrenta primeiro grande protesto contra reforma trabalhista

Internacional / 13 Setembro 2017

Vários sindicatos, liderados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), organizaram nesta terça-feira uma primeira jornada de greves e manifestações contra a reforma trabalhista decretada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, desde as primeiras horas do dia tendo impacto em alguns transportes públicos. As informações são da agência de notícias espanhola EFE.
A CGT, SUD, União Nacional de Sindicatos Autônomos (Unsa) e a organização estudantil Unef, convocaram estes protestos contra os planos de Macron para flexibilizar o mercado de trabalho, que seu governo deve aprovar no próximo dia 22, para aplicação imediata.
Os protestos se centraram na administração, energia e, sobretudo, no transporte público, particularmente nas ferrovias.
Dezenas de milhares de pessoas fizeram passeatas em várias cidades francesas. Em Paris, entre a Praça da Bastilha e a Porta da Itália, foram cerca de 24 mil manifestantes, segundo os organizadores, ou 60 mil, pelos cálculos da CGT. De todo jeito, uma cifra inferior à da primeira manifestação contra a reforma trabalhista do presidente Françoise Hollande, em março de 2016.
A reforma trabalhista de Macron estabelece limites para as indenizações por demissão sem justa causa; oferece mais liberdade às multinacionais para despedir trabalhadores em caso de crise; agiliza a negociação trabalhista nas pequenas empresas, que podem selar acordos sem a intervenção dos sindicatos; e simplifica as instâncias de negociação dentro das empresas.