Macron e Netanyahu concordam com diálogo estratégico, segundo Israel

Premiê isralense convidou presidente francês a seguir os EUA e a impor sanções ao Irã.

Internacional / 11:38 - 24 de jan de 2020

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O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concordaram na quarta-feira em convocar um "diálogo estratégico" sobre questões regionais, disse o Gabinete do primeiro-ministro.

Os dois líderes realizaram uma reunião de café da manhã na residência do primeiro-ministro em Jerusalém, quando Macron chegou a Israel para participar das comemorações do 75º aniversário da libertação do campo de Auschwitz na quinta-feira.

Nenhuma declaração conjunta foi feita após a reunião, mas o Gabinete do primeiro-ministro israelense disse que a reunião foi "calorosa e amigável".

"Concordamos em estabelecer um diálogo estratégico entre Israel e França para nos permitir continuar cooperando sobre nossos interesses comuns", disse Netanyahu em um comunicado em vídeo.

"Isso pode nos ajudar em coisas que são muito importantes para a segurança do país", acrescentou.

Os dois também discutiram as tensões relacionadas ao Irã. Netanyahu, opositor do acordo nuclear de 2015, convidou Macron a seguir os EUA e a impor sanções ao Irã.

Macron chegou ao aeroporto Ben Gurion nos arredores de Tel Aviv na terça-feira à noite para uma visita de dois dias.

O 5º Fórum Internacional do Holocausto, do qual participam 40 líderes mundiais, foi aberto ontem em Jerusalém, com um discurso em que o presidente de Israel, Reuven Rivlin, classificou de "enfermidades mortais" o antissemitismo e o racismo.

"Israel é uma democracia forte e um Estado que precisa de parceiros na luta contra o racismo e o novo antissemitismo, que surge hoje de forma preocupante", afirmou Rivlin, na abertura do evento que marca a passagem do 75º aniversário da liberação do campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia.

Rivlin disse que o racismo e o novo antissemitismo surgem na forma de "pureza racial e xenofobia, que vai penetrando nos corações e custando muitíssimas vidas humanas". Para Rivlin, "o antissemitismo é uma enfermidade crônica", que tanto pode vir da direita quanto da esquerda. "Não haverá um Estado judeu que não seja democrático, porque os judeus não podem viver fora desse sistema. E assim continuaremos", afirmou.

Participam do fórum cerca de 40 mandatários de todo o mundo, entre os quais, Alberto Fernández, da Argentina, único país latino-americano presente ao evento.

 

Com informações da Agência Xinhua; e da Agência Brasil, citando a Télam

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