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Mário Vilalva confirmado na presidência da Apex

Embaixador ocupa lugar que seria de Alecxandro Carreiro, cuja indicação contrariava os estatutos.

Negócios Internacionais / 14 Janeiro 2019 - 17:35

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Após a crise gerada pela demissão de Alecxandro Carreiro da presidência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o Palácio do Planalto confirmou na quinta-feira, que o embaixador Mário Vilalva vai comandar o órgão. Ele foi indicado pelo chanceler Ernesto Araújo. Jair Bolsonaro se reuniu com Vilalva, que é especialista em comércio exterior. Foi embaixador brasileiro em Santigo (Chile) por quatro anos. Em 2010, foi nomeado para a embaixada do Brasil em Lisboa (Portugal) e também assumiu a embaixada em Berlim.

 

Porto de Santos bate recorde

O Porto de Santos fechou o ano de 2018 com recorde na movimentação de cargas, atingindo 131,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% sobre o ano anterior, quando o volume ficou em 129,8 milhões de toneladas. O resultado consta de balanço inicial feito pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), autoridade portuária e administradora do complexo portuário santista. A soja destacou-se como a carga de maior volume movimentado e bateu recorde anual: 20,3 milhões toneladas, um crescimento de 23% sobre a maior marca anterior estabelecida, em 2017.

O açúcar e o milho destacaram-se também, mas tiveram desempenho inferior aos recordes estabelecidos no ano passado. Foram movimentadas 14,2 milhões de toneladas de açúcar, cerca de 24,3% abaixo do ano anterior (18,7 milhões de toneladas). De milho foram movimentadas 12,4 milhões de toneladas, volume cerca de 12,6% menor do que o verificado em 2017. Outro importante destaque foram os embarques de celulose que contaram com novo terminal no porto para escoar a produção de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. As exportações do produto atingiram 4,5 milhões de toneladas, correspondendo a uma expansão de 46,4% frente ao resultado de 2017.

 

Câmara Árabe abre inscrições para a Gulfood

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira está com inscrições abertas para empresas brasileiras de alimentos e bebidas interessadas em participar da 24ª edição da Gulfood, maior feira do setor no Oriente Médio, que ocorre de 17 a 21 de fevereiro no Dubai World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A oferta é apenas para empresas associadas à Câmara Árabe, e as inscrições podem ser feitas até 24 de janeiro, entrando em contato com o Departamento Comercial da entidade (informações abaixo). As vagas são limitadas.

Segundo a organização da Gulfood, são esperados mais de 98 mil visitantes de todo o mundo e mais de 5 mil empresas expositoras. O evento terá como tema “The World of Good. The World of Food” (em tradução livre, “O Mundo do Bem. O Mundo da Comida”), e tratará de tendências de consumo, inovação, oportunidades de negócios e novos sabores.

Em 2018, o Brasil exportou US$ 7,7 bilhões em alimentos e bebidas para os 22 países árabes – se considerado como bloco, é o segundo maior consumidor internacional deste setor brasileiro, perdendo apenas para a China. Somente para os Emirados Árabes Unidos, as vendas somaram US$ 1,23 bilhão. Os produtos alimentícios brasileiros mais consumidos pelos árabes são soja, açúcar, carne de frango e bovina, café e milho.

O pavilhão da Câmara Árabe na Gulfood tem 33 metros quadrados (na foto, o estande na edição de 2018). Além de espaço no estande com estrutura física, comunicação visual de cada marca e recepcionistas, as empresas participantes terão o suporte da entidade para relacionamentos de negócios e apoio na tradução. A Travel Plus é a agência de viagens oficial da instituição para a Gulfood. No total, a feira setorial contará com a participação de mais de 90 empresas brasileiras em diferentes pavilhões.

Mais informações: www.anba.com.br

 

Brasil é destaque de exportação de carne bovina

O volume de carne bovina exportada pelo Brasil ao longo de 2018 foi recorde, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) nesta segunda-feira (07). O total embarcado foi de 1,64 milhão de toneladas, o que representou um crescimento de 11% sobre 2017, ultrapassando previsão feita pela entidade em dezembro. Segundo a Abiec, o recorde consolida a posição do País como principal exportador mundial do produto. Isso porque, segundo a associação, este é o maior volume já exportado entre todos os países exportadores. Nos últimos dois anos as exportações vêm crescendo numa média de 10% ao ano em volume e faturamento.

A receita gerada pelos embarques teve aumento de 7,9% de 2017 para 2018, somando US$ 6,57 bilhões. A Abiec avalia que o resultado é reflexo do reconhecimento da qualidade da carne brasileira nos mercados doméstico e internacional. “Os bons resultados são frutos de um trabalho de melhoria em todas as etapas do processo produtivo, que nos permite cumprir as mais exigentes regras internacionais com uma carne de qualidade e competitiva”, declarou o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, em nota divulgada pela Associação. Os dados mais positivos foram os do segundo semestre de 2018. O mês de setembro foi o principal destaque, com embarques de 178 mil toneladas e faturamento de US$ 700 milhões. Os números significam alta de 31,75% em volume e 25,86% em faturamento se comparados ao mesmo mês do ano de 2017.

 

Municípios do agronegócio lideram alta do PIB

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) Municipal de mais de 5 mil municípios mostram forte crescimento nas principais regiões agrícolas. Levantamento com base no valor nominal do PIB de 2016 revelou que 82% dos municípios brasileiros classificados como os maiores produtores do agro tiveram crescimento nominal superior à taxa anual do PIB do país, que foi de 4,4 % entre 2014 e 2016. Quando isolados os 100 maiores produtores agrícolas, o crescimento médio foi de 9,81%, no período. Esses municípios respondem por 7,2% do PIB do país, e por 27,5% do Valor Bruto da Produção (VBP Lavouras).

O levantamento de acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, combina as informações do PIB Municipal com as da Produção Agrícola Municipal (PAM), referentes às lavouras permanentes e temporárias em 2017. “Trabalho semelhante a este, foi feito em 2016, quando verificou-se que as regiões produtoras agrícolas cresceram entre 2010 e 2013, o dobro da média do país”, lembrou Gasques. “Em diversos municípios do Nordeste, o valor da produção agropecuária teve acentuada redução em 2017. Isso ocorreu muito fortemente entre os que integram a região chamada Matopiba, considerada importante área de expansão da fronteira agrícola”, disse Gasques. “Nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão, muito afetados pelas secas ocorridas nos últimos anos, a redução de safras foi muito forte ocasionando redução do valor da produção”, afirmou.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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