Lucro da PagSeguros sobe 48% e ação cai 17%

Análises sobre o resultado confundem os investidores.

Acredite se Puder / 18:14 - 21 de nov de 2019

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A PagSeguros registrou um aumento de 48% no lucro do terceiro trimestre que atingiu a R$ 342,6 milhões. A cotação dos papéis da companhia, no entanto, sofre desvalorização de 17%. Para os analistas do Credit Suisse, o resultado operacional foi sólido, mas a surpresa negativa ficou com o opex que subiu 64% na comparação anual, enquanto as despesas de vendas aumentaram 82%, o que limitou a expansão da margem. A companhia reafirmou seu guidance e a expectativa de entregar lucro do topo do range de R$ 1.3 bilhão a R$ 1,5 bilhão, considerando os ganhos de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões no ano com a nova metodologia de vendas. Os especialistas da instituição suíssa, porém, acham que esse é outro possível ponto de frustração, já que o mercado já esperava o topo do guidance do lucro, mas sem esses ganhos. E acrescentam, apesar do resultado pior que o esperado, o valuation está atrativo e as tendências operacionais continuam sólidas e dão suporte às nossas projeções dos próximos trimestres.

Assim, fica difícil para o pequeno investidor entender.

 

Varejistas fazem parceria

O Magazine Luiza e a Marisa fizeram parceria para a comercialização de bens duráveis, sendo que o primeiro terá a responsabilidade de aumentar as vendas em mais de 300 lojas da segunda em produtos como smartphones e acessórios, através dos serviços digitais da Magalu Conecta, da Maga Mais, cartões de conteúdo e seguros como garantia estendida e proteção contra roubo e furto ou quebra acidental. Adicionalmente, a opção “Retira Loja”, modalidade que possibilita a retirada de produtos comprados no e-commerce diretamente nas mais de 1.000 lojas físicas do Magalu, também estará disponível nas lojas da Marisa, aumentando o fluxo de clientes. Segundo as empresas, essa modalidade estará disponível também em regiões como Rio de Janeiro e Brasília, onde o magazine ainda não tem presença física.

 

Multiplan paga R$ 225 mi por 12% de shopping

A Multiplan exerceu direito de preferência sobre uma oferta de terceiro para aquisição da participação de 12% detida por um coproprietário no ParkShopping, localizado em Brasília, e pagou R$ 225 milhões. Como tem assegurado o direito de preferência sobre a oferta na proporção de sua participação no emppreendimento,já manifestou interesse para adquirir os 7,5% da poosição acionária de outro coproprietário, pelo valor de R$ 140,7 milhões.

Os analistas do Itaú BBA, classificaram a negociação de “ um pouco positiva”, pois o limite implícito parece decente e ressalta o potencial da Multiplan de crescer por meio da aquisição de participação em shoppings próprios. Em relatório, a instituição calcula uma taxa de entrada de capital de 6,5% para a transação, “um pouco abaixo das transações anteriores da empresa, mas razoavelmente razoável à luz da queda acentuada nas taxas de juros vista longe e a qualidade geral do ativo”. E ressaltaram que o ParkShopping Brasília é atualmente o 7º ativo com melhor desempenho da Multiplan, tanto em termos de vendas por metro quadrado e aluguel por metro quadrado.

 

Ministério Público do Trabalho é engraçado

Há pouco mais de uma semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a fábrica da Honda em Sumaré, interior de São Paulo, pois a montadora atuou com “negligência à saúde de empregados e assédio organizacional”, pois em quatro anos dobrou sua capacidade produtiva e, por isso, terá que pagar R$ 66 milhões em danos morais coletivos. Isso parece piada, mas não é. A percepção de que a legislação trabalhista gera imprevisibilidades e maiores custos de produção encontra amparo em dados. Um exemplo está no estudo anual da Heritage Foundation em que o score que mede a qualidade da legislação trabalhista brasileira em 2019 foi de apenas 51,9%.

 

Justiça do Trabalho não considera PDV obrigatório

A Petrobras Distribuidora recebeu intimação de decisão judicial liminar proferida pela 67ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, a pedido do Sitramico-RJ, suspendendo o Programa de Desligamento Optativo – PDO, iniciado em 8 de novembro. A companhia diz que a decisão tem caráter liminar, não definitivo, e está tomando todas as providências cabíveis pelos meios legais e éticos com o objetivo de assegurar os direitos dos funcionários que já se inscreveram no programa, conforme sua opção livre e individual e dentro de seus planos pessoais futuros. Caramba, participa do PDV quem quiser. Ninguém é obrigado.

 

Ação da ArtGo cai 97% em apenas um pregão

A ArtGo, listada na bolsa de Hong Kong, neste ano, valorizou mais de 3.800%. Como a MSCI anunciou que não incluirá a empresa nos seus índices, em minutos, todos os ganhos foram eliminados e a cotação sofreu redução de mais de 97%.

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