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Lucratividade na indústria cai para 1,7%

Endividamento aumentou 6% no primeiro semestre do ano A margem líquida de lucro da indústria recuou de 2,9% no primeiro semestre de...

Conjuntura / 13 Setembro 2018

Endividamento aumentou 6% no primeiro semestre do ano

A margem líquida de lucro da indústria recuou de 2,9% no primeiro semestre de 2017 para 1,7% nos primeiros seis meses de 2018. Boa parte desta queda pode ser atribuída ao prejuízo de 2% re-gistrado em abril-junho deste ano. Os setores de serviços e comércio tiveram margens melhores (7,4% e 2,8%, respectivamente), mas só o primeiro conseguiu superar o resultado de 2017.
A rentabilidade das empresas não financeiras no primeiro semestre é analisada na Carta Iedi, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Divulgado nesta sexta-feira, o estudo foi feito a partir dos dados contábeis de 322 empresas não financeiras de capital aberto. Os números da indústria excluem Petrobras e Vale, que, pelo peso, poderiam distorcer o resultado.
A margem operacional das empresas industriais conseguiu se recompor, passando de 8,7% para 10,1% no primeiro semestre de 2018. O avanço poderia ter sido melhor, não tivesse sido o declínio da margem em abril-junho (8,7%).
O endividamento das indústrias aumentou 6% no período (de R$ 341,8 bilhões para R$ 362 bilhões), mas houve melhora do perfil, com redução em 15% das dívidas de curto prazo. A cobertura das despesas financeiras, aferida a partir do indicador Ebitda/Despesa Financeira, voltou a ficar abaixo de 1 na primeira metade de 2018: 0,96, devido ao retrocesso no segundo trimestre do ano (0,61).
A piora quanto ao endividamento veio de sua relação com o capital próprio, que subiu de 84% para 88%, persistindo na trajetória de alta dos últimos anos. “Vale ressaltar que o grau de endivida-mento oneroso líquido no primeiro semestre de 2015 era de 68% do capital próprio das empresas industriais”, compara o Iedi.
Entre os fatores responsáveis pelas dificuldades das empresas, o Instituto lista a inconsistência da recuperação econômica, a paralisação dos caminheiros, a elevada incerteza do cenário político e a desvalorização do real, que inflou as dívidas denominadas em moeda estrangeira e encareceu insumos importados.