Loucura continua, Magazine Luiza está virando a JBS dos magazines

Se Magalu é tão bom, por que os donos venderam 10 milhões de ações?

Acredite se Puder / 17:32 - 14 de nov de 2019

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O Morgan Stanley Capital Internacional vai aumentar o peso das ações da Magazine Luiza tanto no MSCI Brazil quanto no MSCI Emerging Market, índices que acompanham as principais ações brasileiras e de mercados emergentes, incluindo os da América Latina. O aumento faz parte do rebalanceamento semianual que ocorrerá neste mês em todos os índices da instituição norte-americana, sendo que as ações da varejista brasileira foram incluídas desde maio de 2018. O aumento do peso é importante para a empresa, pois esses índices são referência para diversos fundos passivos, que acompanham benchmarks em todo o mundo. Na prática, isso quer dizer que quando a composição da carteira do MSCI muda, os fundos que o seguem precisam comprar ou vender ações para se adequar aos novos pesos e composições. Na semana passada, já havia sido informado que a M.Dias Branco será substituída por Hapvida no portfólio das economias emergentes.

 

Se Magalu é tão bom, por que donos vendem?

As ações do Magazine Luiza subiram cerca de 95% neste ano. Aproveitando a excitação dos analistas, a empresa levantou R$ 4,730 bilhões. Uma pergunta a que pequenos investidores não conseguem a resposta: se o negócio é tão bom, considerado o melhor do mundo, quais os motivos que fizeram os acionistas controladores da varejista, através da LTD Administração e Participações e Wagner Garcia Participações, aproveitar a oferta para vender 10 milhões e obter R$ 403 milhões? Ah, a Bloomberg espalha que o Alaska, o fundo de ações brasileiro com melhor performance do setor nos últimos três anos, também reduziu a posição no Magalu, que era das principais desde o final de 2015.

 

Ebtida da JBS foi maior que previsto pela XP

A JBS apresentou resultados mais fortes do que o esperado, com Ebitda recorde de R$ 5,9 bilhões, 11% acima do esperado pela XP. A margem Ebitda ficou em 11,3%, praticamente igual à prevista. O fluxo de caixa livre foi R$ 3,7 bilhões, enquanto a alavancagem caiu para 2,6 vezes, ante 2,8 vezes no segundo trimestre. E os analistas recomendam a compra.

 

Porteiro faz Via Varejo quadruplicar prejuízo

Depois da acusação anônima, a Via Varejo anunciou que o prejuízo de R$ 383 milhões do terceiro trimestre foi quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Para os analistas do Itaú BBA, o resultado veio fraco, como o esperado, mas questionam se o pior não está ainda por vir. Segundo o relatório, a companhia reportou resultados fracos como nas operações online. Assim, acham que os investidores esperem pela confirmação de tendências positivas de vendas no quarto trimestre.

 

Randon apresentou resultados sólidos

A Randon lucrou R$ 78,5 milhões no terceiro trimestre, cifra 88,6% acima da reportada no mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 192,1 milhões, alta de 28,6%, com margem de 14% (+0,5 p.p.). A receita avançou 23,6%, para R$ 1,371 bilhão. Para os analistas do Itaú BBA, os números foram sólidos, com melhora constante no ano. Entretanto, como esperado, os números não superaram a forte base comparação com segundo trimestre, mas apresentaram um progresso significativo anualmente.

 

Preço alto por 287 vagas em Medicina?

A Anima Educação comprou a Unisul, universidade do sul catarinense, por valor R$ 300 milhões. Para o Morgan Stanley, “o preço não foi barato, mas razoável pelas 287 vagas anuais autorizadas de Medicina.”

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