Locação cresce e inadimplência é a mais baixa do ano em São Paulo

Vendas à vista somaram 51,06% do total, enquanto que realizadas com financiamento bancário totalizaram 43,12%.

São Paulo / 11:17 - 22 de out de 2019

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A locação de imóveis residenciais cresceu pelo terceiro mês seguido e a inadimplência foi a mais baixa do ano em agosto no Estado de São Paulo, segundo pesquisa feita com 959 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

O total de imóveis alugados em agosto correspondeu a um aumento de 5,37% sobre julho. De janeiro até agosto, a alta acumulada é de 23,51%. O índice de inadimplência no período foi de 4,6% sobre o total de contratos em vigor nas imobiliárias, percentual que superou os 5% em cinco dos oito meses deste ano.

José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, viu como positivos os dois resultados da pesquisa, mas destacou, especialmente, a queda no número de inquilinos com o aluguel atrasado. "Inadimplência em queda é boa notícia porque indica que as famílias que moram de aluguel estão conseguindo, de alguma forma, honrar esse compromisso financeiro, o que traz alívio aos donos de imóveis neste momento de estagnação econômica e desemprego elevado", afirmou.

Em agosto, o índice Creci-SP, que mede o comportamento dos preços dos aluguéis novos e dos imóveis usados negociados pelas imobiliárias pesquisadas mensalmente pelo Conselho, registrou a segunda maior alta do ano, de 4,71%, o que elevou para 7,62% o aumento acumulado este ano.

A pesquisa Creci-SP apurou que 61,9% dos imóveis alugados eram apartamentos e 38,1% casas, e que o aumento de 5,37% foi resultado da alta verificada nas quatro regiões que compõem o levantamento: Capital (+ 4,14%), Interior (+ 1,82%), Litoral (+ 6,92%) e as cidades de Santo André, São Caetano, São Bernardo do Campo, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 13,54%).

Casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.000 representaram 51% do total de novos contratos, a maioria deles (47,63%) tendo o fiador pessoa física como garantidor do pagamento em caso de inadimplência dos inquilinos. As outras formas de fiança adotadas foram o depósito de três meses do aluguel (23,25%), o seguro de fiança (14,31%), a caução de imóveis (10,9%), a locação sem garantia (2,2%) e a cessão fiduciária (1,72%).

Os proprietários dos imóveis alugados pelas 959 imobiliárias pesquisadas em agosto nas 37 cidades concederam descontos sobre os aluguéis inicialmente pedidos de 10,03% em média para as casas e apartamentos localizados em bairros de regiões nobres, de 10,31% para os de regiões centrais e de 11,33% para os de bairros de periferia.

Os bairros centrais concentraram 69,26% das novas locações, distribuindo-se as demais entre os bairros de periferia (22,25%) e os nobres (8,49%).

As. 2.908 imobiliárias pesquisas em agosto receberam casas e apartamentos de inquilinos que desistiram de continuar com a locação por motivos financeiros (44,29%) ou outras razões (55,71%). Esse número representa 81,67% do total de novas locações contratadas em agosto.

 

Queda na venda de usados - O mercado de imóveis usados registrou queda de 4,98% em agosto comparado a julho no Estado de São Paulo, mas segue com resultado positivo no ano, acumulando saldo de 39,05%. A pesquisa do Creci-SP com 959 imobiliárias de 37 cidades registrou a venda de 61,9% em apartamentos e 38,1% em casas.

As vendas cresceram na Capital (+ 15,92%) e nas cidades de Santo André, São Caetano, São Bernardo, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 10,29%). Foram menores, na comparação com julho, no Interior (- 32,22%) e no Litoral (- 0,96%).

Os imóveis mais vendidos em agosto no Estado, com 53,7% do total negociado pelas imobiliárias pesquisadas, foram os que custaram aos compradores até R$ 300 mil. A divisão das unidades vendidas por faixas de preços médios mostrou que 52,29% se enquadraram nas faixas de até R$ 4 mil o metro quadrado.

Os descontos que os donos dos imóveis concederam sobre os preços originais de venda foram em média de 8,09% para casas e apartamentos localizados em bairros de áreas nobres das cidades pesquisadas; de 8,57% para os de bairros centrais; e de 7,94% para os de bairros de periferia.

Vendas à vista somaram 51,06% do total, segundo a pesquisa Creci-SP, enquanto que as realizadas com financiamento bancário totalizaram 43,12%. Houve ainda vendas com pagamento parcelado pelos donos dos imóveis (4,23%) e por carta de consórcios imobiliários (1,59%).

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