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Libra fez bitcoin subir e agora faz cair

Declarações do presidente do Fed derrubam cotação da criptomoeda.

Acredite se Puder / 18:20 - 11 de Jul de 2019

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A libra, a criptomoeda do Facebook, levanta sérias preocupações a respeito de privacidade, lavagem de dinheiro, proteção do consumidor e estabilidade financeira, segundo Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. Com isso, o bitcoin, que sem a menor relação tinha registrado grande valorização devido ao anúncio do lançamento da libra, caiu quase 11%. Como esse é um mercado de doidos, sem o menor motivo as perdas foram reduzidas para 3,3%, e a cotação ficou em US$ 11,65 mil.

Além disso, o administrador do banco central norte-americano mandou um recado aos que especulam com criptomeadas ao afirmar: “As nossas preocupações devem ser profundamente e publicamente analisadas”, e defendeu a paralisação do projeto do Facebook até que as dúvidas dos órgãos reguladores acerca da libra tenham sido respondidas pela companhia.

 

Nos dos outros é refresco

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu, e o governo rapidamente anunciou que fará uma investigação sobre a nova legislação francesa que entrará em vigor a partir de janeiro o próximo ano e permitirá a taxação das receitas das grandes empresas norte-americanas de tecnologia. Em comunicado, o representante do Departamento do Comércio, Robert Lighthizer, disse que quer examinar se esta legislação “é discriminatória ou irrazoável e restringe o comércio dos Estados Unidos”, ameaçando retaliar com taxas aduaneiras sobre produtos da União Europeia.

Apesar dessas ameaças, o Ministério das Finanças britânico anunciou alterações nos planos de impostos para as grandes empresas de tecnologia, como a Google, Facebook e Amazon, introduzindo uma taxa de 2% nas receitas que obtêm a partir dos utilizadores no Reino Unido, a partir de abril de 2020. Segundo Jesse Norman, alto funcionário do ministério, “esta taxa de serviço digital foi desenhada para assegurar justiça e a competitividade do nosso sistema tributário neste setor, na pendência de um acordo internacional mais permanente”.

No lado norte-americano, a Amazon aplaudiu a decisão do seu governo e assinalou através de um comunicado que “a administração norte-americana se coloca ao lado das empresas dos Estados Unidos contra políticas discriminatórias”.

 

Informação privilegiada dá problema… lá fora

A Securities and Exchange Commission usou alguns dos seus mais recentes e avançados softwares para analisar dados comerciais, bem como técnicas investigativas tradicionais, para reunir e expor a traição de confiança alegada contra uma contadora e seu amigo, com quem teria informado ilegalmente dos resultados antes da divulgação do desempenho trimestrais de sua empresa em troca de viagens pagas com todas as despesas e outros presentes caros. O esquema de insider trading gerou lucros de mais de US$ 6,2 milhões.

Agora, Martha Patricia Bustos, ex-contadora da Illumina Inc. e contadora pública, e seu amigo Donald Blakstad enfrentam processo movido pela SEC em um tribunal federal de Manhattan. Os dois amigos montaram em esquema para conhecer antecipadamente as receitas da companhia. Martha recebia presentes extravagantes, e Blakstad ficou com os lucros ao saber dos resultados trimestrais de abril de 2016 a julho de 2018. Na compra dos títulos, utilizou o nome de amigos e conhecidos para esconder seu envolvimento e, com isso, ganhou US$ 4 milhões.

Bustos tinha a obrigação de manter as informações de sua empresa confidenciais até serem anunciadas em nossos mercados, mas ela repetidamente deu gorjetas a Blakstad e permitiu que ele aproveitasse sua posição em troca de viagens caras e mercadorias de luxo”, disse Kelly L. Gibson, Associate Diretor do Escritório Regional da Filadélfia da SEC. Em ação paralela, a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York apresentou acusações criminais contra Bustos e Blakstad, alegando que violaram conscientemente ou imprudentemente as disposições antifraude das leis federais de valores mobiliários.

 

Facebook desiste da Índia

O Facebook não deve lançar na Índia a carteira de criptomoedas Calibra, por questão regulatória. Dirigentes vão tentar convencer autoridades indianas não ser só uma criptomoeda, mas um projeto blockchain que tem múltiplos usos.

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