Leilão de energia de reserva em 23 de setembro terá preço-teto de R$248/MWh

Mercado Financeiro / 15:53 - 23 de ago de 2016

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O leilão de energia de reserva agendado para 23 de setembro pelo governo, que contratará a produção de pequenas hidrelétricas, terá um preço-teto de R$ 248 por megawatt-hora, segundo edital aprovado nesta terça-feira pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As usinas contratadas no certame deverão iniciar a geração a partir de março de 2020, em contratos com 30 anos de duração. Segundo a Aneel, a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou 133 projetos para o leilão, em um total de 988 megawatts em capacidade instalada que competirão pela venda de energia, o que pode reduzir o preço final de contratação. Nos leilões de reserva, promovidos para aumentar a segurança do sistema elétrico, são contratadas novas usinas de geração que assinam contratos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O nível de contratação nesses leilões é definido pelo governo independentemente da declaração de demanda por distribuidoras de eletricidade, que neste ano têm se queixado de sobras de energia contratada devido à retração do consumo com a crise.   Adiamento   O leilão de concessões de linhas de transmissão de eletricidade, previsto para 2 de setembro, será adiado, disse nesta terça-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. Segundo Rufino, as condições do certame poderão ser revistas para atrair mais investidores, mas ainda não há uma nova data para a realização do certame, de acordo com informação da assessoria de imprensa do regulador. Fontes informaram anteriormente que a licitação seria adiada e que as condições poderão ser revistas, em meio a preocupações do governo com a possibilidade de um fracasso na disputa. O adiamento do evento acontece ainda em um momento em que o leilão de privatização da distribuidora Celg-D, da Eletrobras, acaba de ser cancelado devido à falta de interesse dos investidores. O leilão de linhas de transmissão ofereceria aos investidores empreendimentos que demandariam cerca de R$ 12,6 bilhões em investimentos.

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