Kuwait abre mercado para carne brasileira

Brasil não tinha autorização para vender produto desde 2013, quando mercado foi fechado por caso de encefalopatia espongiforme bovina.

Internacional / 12:11 - 14 de fev de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O Kuwait passará a importar carne bovina brasileira, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela noite pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As indústrias brasileiras do setor estavam na expectativa da abertura do mercado há cerca de sete anos anos e vários representantes do governo brasileiro fizeram, ao longo deste tempo, tentativas junto a autoridades do Kuwait de que ele fosse reaberto.
O mercado kuwaitiano foi fechado para a carne bovina brasileira em 2013, em função do caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina, o mal da vaca louca, ocorrido no Paraná no final de 2012. Depois de prestados todos os esclarecimentos sobre o caso, os demais países que suspenderam as importações voltaram a comprar carne do Brasil, mas o Kuwait ainda não tinha tomado a decisão de reabrir o mercado.
O assunto foi abordado em conversas da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com autoridades do Kuwait em setembro do ano passado, quando ela visitou o país como parte de uma missão ao Oriente Médio, na qual estiveram empresários e representantes de entidades. A Câmara de Comércio Árabe Brasileira participou. Havia expectativa, inclusive, de que a reabertura fosse anunciada durante a missão.
As exportações brasileiras de carne bovina encerraram o mês de janeiro com alta no comparativo com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o volume exportado no primeiro mês do ano foi de 135.375 toneladas, crescimento 9,84% em relação a janeiro de 2019.

Já o faturamento cresceu 37,9%, somando US$ 633,25 milhões. "É um resultado positivo e que vai de encontro com as nossas estimativas de crescimento para esse ano", avalia o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

O resultado é puxado pelo desempenho da China, que se mantem como principal destaque entre os principais mercados. Os embarques para aquele país somaram 53,2 mil toneladas, crescimento de 126% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita o avanço foi de 200% com US$ 322,8 milhões.

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor