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Justiça procura, mas não acha pioneiro do bitcoin no Brasil

Justiça busca homem virtual por processo de calúnia; criptomoedas despencam e atraem fiscalização

Acredite se puder / 26 Novembro 2018

Daniel Fraga, o pioneiro do bitcoin no Brasil, é um homem virtual. Ele não existe para a Receita Federal e não possui bens para apresentar a penhora no processo que tramita na Justiça Federal, em São Paulo, e também para a execução de cumprimento de sentença da 7ª Vara Cível de Brasília. Os autores da ação são os auditore fiscais Marcio Oliveira Damasceno e Mario Pereira de Pinho Filho, que procuraram a Justiça em agosto de 2015 processando o Google Brasil Internet Ltda. e Daniel Alves Fraga, por causa da publicação de um vídeo no youtube intitulado “Receita Federal ensina a roubar”.

Fraga responde ao processo de calúnia e injúria por ter usado a imagem dos dois auditores federais como pano de fundo do seu vídeo e de os ter chamado de “os piores bandidos que existem”, os quais teriam como “única função roubar as pessoas”. O problema é como encontrar um homem virtual para ser citado. A Justiça Federal já tentou todos os meios para encontrar Fraga, mas foi esforço sem qualquer efeito. Por causa disso, a juíza Marilza Neves Gebrim mandou expedir nova intimação para ser cumprida no endereço onde Fraga foi localizado e, caso ele não fosse mais encontrado nesse endereço, ele já estaria presumidamente intimado. Mas Fraga continua desaparecido.

 

Petróleo em pequena recuperação

Depois de uma semana fraca, o petróleo voltou a subir, recuperando parte das quedas acumuladas na semana passada, que refletiram os receios em torno do excesso de oferta no mercado. A Arábia Saudita defende a redução na produção, como forma de trazer a cotação do barril para US$ 73, nível que é o considerado pelo FMI como o necessário para fechar seu orçamento. Putin, no entanto, acha que o nível de US$ 70 é bom para a Rússia, que não depende tanto do produto. O contra é Trump, que se baseia no crescimento da produção norte-americana. Apesar deste contexto, o Goldman Sachs divulgou uma recomendação de investimento em matérias-primas em 2019, sendo que o petróleo é uma delas. O barril do Brent voltou para US$ 60,47, com ganhos de 2,84%.

 

Dólar sobe e ouro desce

A valorização do dólar, mais uma vez, penaliza o ouro, cuja cotação sofre perda de 0,06% para US$ 1.222,29 a onça.

 

O esborrachamento virtual do bitcoin

Desde de dezembro do ano passado, o movimento no mercado de criptomoedas tem sido assustador. O valor de mercado desse setor já sofreu redução de US$ 700 bilhões. E as moedas virtuais continuam em queda livre. A bitcoin já está sendo negociada abaixo da faixa dos US$ 4 mil, ou seja, com a perda de 7% está em US$ 3.942,39, mínimos registrados em setembro do ano passado.

 

Deutsche Bank luta pela recuperação

Depois de enfrentar anos seguidos de crises causadas pelos esforços de imitar os bancos de investimento norte-americanos, o Deutsche Bank vê sua imagem abalada junto às grandes empresas alemãs. Acossado pelos estrangeiros, como o BNP Paribas, o ING Group e o Goldman Sachs, o banco alemão luta para iniciar a recuperação, como a sua participação no mercado de empréstimos que recuou. O Deutsche, que em 2015 era o primeiro, caiu para o quinto lugar. A concorrência por clientes do Mittelstand, empresas médias alemãs, é grande. O banco está reforçando a sua cobertura ao grupo e estará livre de demissões caso a nova diretoria atinja metas de lucros. Os negócios do segmento aumentaram neste ano depois de ganhar 4.500 novos clientes, ponto positivo para a instituição, que divulgou o pior volume de negócios desde 2010 no terceiro trimestre.

 

Reino Unido aperta criptomoedas

Os analistas acreditam que devido as enormes somas perdidas com a movimentação de criptomoedas neste ano, uma série de reclamações levaram a Finance Conduct Authority, o órgão regulador financeiro do Reino Unido, a aumentar a fiscalização dos que atuam nesse setor. Por causa disso, dobrou a quantidade de empresas que estão sendo inspecionadas sobre suas operações não licenciadas, sendo que 50 estão sendo consideradas suspeitas de oferecerem serviços financeiros sem sua permissão. O Daily Telegraph informou que esse número é mais do que o dobro do que a FCA havia divulgado em maio deste ano, e chega em um momento em que o Reino Unido está buscando adotar uma abordagem mais ordenada para a indústria doméstica de criptomoedas.