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Justiça de Moçambique começa a prender acusados de corrupção

EUA afirmam que acusados usaram contas bancárias no país.

Acredite se puder / 18 Fevereiro 2019 - 16:55

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O Tribunal Judicial de Maputo decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva a Ndambi Guebuza, um dos filhos do ex-presidente moçambicano Armando Guebuza, no âmbito da investigação dos empréstimos secretos contraídos pelo Estado. Entre os nove detidos, apenas a Elias Moaine, sobrinho da secretária pessoal do antigo chefe de Estado, foi concedida a liberdade, mediante uma caução de um milhão de meticais, aproximadamente 14 mil euros. Estão em prisão preventiva António do Rosário, administrador-delegado das três empresas públicas, Ematum, Proindicus e MAM; Gregório Leão, ex-diretor do Serviço de Informação e Segurança do Estado (Sise), a “secreta” moçambicana; Bruno Tandade, diretor operativo daquele serviço de informações; Teófilo Nhangumele, promotor da criação das empresas para contratar os financiamentos e Inês Moiane, que foi secretária pessoal do antigo chefe de Estado. Além de Sérgio Namburete e Sidónio Sitoe.

A investigação moçambicana se refere aos empréstimos contraídos secretamente entre 2013 e 2014, durante o mandato presidencial de Guebuza, no valor de US$ 2,2 bilhões. Estas são as primeiras detenções feitas pela justiça moçambicana após três anos e meio de investigação e aconteceram depois de a justiça norte-americana ter mandando prender Manuel Chang, ex-ministro das Finanças de Moçambique, detido a 29 de dezembro quando viajava na África do Sul, onde aguarda por extradição, também disputada por Moçambique. A justiça norte-americana concluiu que as três empresas moçambicanas de pesca e segurança marítima serviram para o esquema de corrupção e lavagem de capitais, passando por contas bancárias nos EUA, com vista ao enriquecimento de vários suspeitos.

 

Caem vendas de automóveis na China

As vendas de automóveis na China, o maior mercado mundial, caíram 15,8% em janeiro, aumentando para sete o número de meses consecutivos de queda, comunicou a Associação de Fabricantes Chineses de Automóveis. No primeiro mês do ano as vendas se situaram em 2,37 milhões de veículos. Em dezembro a redução havia sido de 13% e em novembro o decréscimo cifrou-se em 14%. O arrefecimento no crescimento econômico chinês e as tensões comerciais com os EUA têm afetado o mercado automóvel, que no ano passado sofreu a primeira diminuição em mais de duas décadas. As vendas de automóveis híbridos e elétricos, todavia, mais do que duplicaram, pois em janeiro, foram vendidos 95.700 unidades desse tipo, o que significou acréscimo de 140% sobre igual mês do ano passado.

 

SEC pegou ex-advogado da Apple

A Securities and Exchange Commission acusou Gene Daniel Levoff, chefe global e secretário de leis corporativas da Apple, pela utilização de informações confidenciais sobre os lucros da companhia. Ele negociou títulos antes dos três anúncios trimestrais de ganhos em 2015 e 2016.

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