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JPMorgan tem lucro recorde de US$ 9,18 bilhões no trimestre

O resultado abriu a temporada de resultados dos grandes bancos nos EUA

Mercado Financeiro / 12 Abril 2019 - 20:00

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O JPMorgan Chase & Co, o maior banco dos Estados Unidos em ativos, reportou nesta sexta-feira um lucro trimestral maior do que o aguardado por analistas. O lucro líquido foi de US$ 9,18 bilhões, ou US$ 2,65 por ação, no trimestre encerrado em 31 de março, ante US$ 8,71 bilhões, ou US$ 2,37 por ação, um ano antes. O resultado é recorde, disse o JPMorgan. Analistas estimavam lucro de US$ 2,35 por ação, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

O resultado do JPMorgan abriu a temporada de resultados dos grandes bancos nos EUA e é bastante monitorado por investidores em busca de pistas sobre a saúde da economia norte-americana e do sistema financeiro.

A intermediação financeira (NII na sigla em inglês) do banco subiu 8%, para US$ 14,60 bilhões, apoiado em aumentos das taxas de juros desde o primeiro trimestre do ano passado.

O resultado ajuda a reduzir o nível de preocupação do banco de que uma desaceleração no crescimento econômico poderia pressionar seus resultados. Segundo reportagem da Reuters, o resultado foi analisado pelo presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, como “um sólido crescimento da economia norte-americana, inflação moderada e forte confiança dos consumidores e das empresas”.

De acordo com o balanço, os empréstimos na divisão de banco de varejo subiram 4% em relação a um ano atrás. A receita cresceu 4,7%, para US$ 29,85 bilhões, acima do estimado por analistas que esperavam uma receita de US$ 28,44 bilhões, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

 

Margem financeira

 

A margem financeira líquida (NIM, na sigla em inglês) avançou apenas 0,02 ponto percentual em relação ao quarto trimestre, um ritmo mais lento de melhora do que nos dois trimestres anteriores.

Os investidores temem que as margens possam ter atingido o pico para os bancos, uma vez que o Federal Reserve, banco central dos EUA, sinalizou que é improvável que aumente as taxas de curto prazo este ano e que o spread entre as taxas de curto e longo prazos tenha diminuído.

No segmento de banco comercial, o JPMorgan fez uma provisão de US$ 90 milhões para perdas com crédito no primeiro trimestre, principalmente por causa das reduções na capacidade de crédito do que chamou de tomadores comerciais e industriais “selecionados”.

Já na divisão de mercados de capitais do banco, a subscrição de ações caiu 13% e as receitas com negociação de bônus cedeu 8% na comparação ano a ano.

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