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Itamaraty defende novas eleições na Venezuela

Nota das Relações Exteriores brasileira é divulgada no dia em que Maduro toma posse para mais seis anos de mandato.

Internacional / 11:07 - 11 de jan de 2019

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O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reiterou hoje a defesa pela "restauração da democracia" na Venezuela e o não reconhecimento da legitimidade do terceiro mandato presidencial de Nicolás Maduro. Em nota, o Itamaraty informou que mantém a confiança na Assembleia Nacional Constituinte e o apelo para novas eleições no país.

"O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano", diz o documento do Itamaraty.

A mesma posição foi ratificada pelo Brasil durante reunião do Grupo de Lima no último dia 4, na capital peruana, que defendeu a transmissão do poder para o parlamento venezuelano e a convocação de novas eleições para escolha de presidente da República. A nota do Itamaraty é divulgada no dia em que Maduro toma posse para mais seis anos de mandato.

"Tendo em vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela, de acordo com o Tribunal Supremo de Justiça legítimo daquele país."

 

Presidente do Peru classifica governo Maduro de ilegítimo e ditatorial

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, disse que um regime "ilegítimo e ditatorial" foi instalado na Venezuela. "Nós levantamos nossa voz de protesto para defender a democracia na América Latina", disse o peruano na conta pessoal do Twitter.

O Peru vai convocar em consulta com o encarregado de Negócios na embaixada em Caracas para formalizar o protesto. O governo anunciou a proibição de entrada no país de Maduro, integrantes de seu governo e suas famílias.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Andina

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