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IPO da Lyft muda conceitos sobre tecnológicas deficitárias

Investidores não se importam se essas companhias são deficitárias e apresentam balanços instáveis.

Acredite se Puder / 17:42 - 03 de Abr de 2019

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A Lyft, principal concorrente da Uber, nos Estados Unidos, conseguiu captar US$ 2,34 bilhões na oferta pública inicial de suas ações, na qual vendeu 32,5 milhões de títulos na base de US$ 72 cada, patamar superior da faixa de preços estabelecido para o lançamento. Com esse sucesso parcial, a empresa passou a ter um valor de mercado de aproximadamente US$ 24,3 bilhões. O movimento dessas ações no pregão da segunda-feira, no entanto, assustou os intermediários que estão preparando outros IPOs de empresas do Vale do Silício. No primeiro dia de negociação, as ações da Lyft despencaram 12% e no do dia seguinte perderam mais 4,2%, registrando uma débil recuperação de 2,7% nesta quarta-feira.

Por causa disso, está havendo uma preocupação geral, e o temor é que haja um fenômeno semelhante ao registrado na bolsa de Hong Kong, onde, até 2017, as cotações das novas ações duplicavam na maior parte dos casos; mas as lançadas no começo do ano seguinte apresentavam apenas pequenos ganhos iniciais e perdas no final do ano. O medo dos analistas é que os investidores somente estão dando pouca importância para os resultados, pois só se preocupam com a possibilidade de crescimento nas receitas. E não estão se importando se essas companhias são deficitárias e apresentam balanços instáveis. A Lyft, por exemplo, no ano passado, teve um prejuízo de US$ 911 milhões, contra um resultado negativo de US$ 688 milhões em 2017. No fim do 2018, a empresa tinha em sua base 30,7 milhões de usuários e 1,9 milhão de motoristas. Outras companhias do setor consideradas como “unicórnios” do Vale do Silício, como a Uber e o Pinterest, também planejam IPOs para este ano, mas agora estão refazendo seus planos.

 

Bradesco prevê R$ 500 bi com privatizações

Como os investidores internacionais pretendem colocar dinheiro no Brasil, Marcelo Noronha, vice-presidente do Bradesco, anunciou que o banco espera que sejam arrecadados R$ 500 milhões com a venda de empresas estatais e de economia mista durante os quatro anos de mandato de Jair Bolsonaro.

 

Procon multa Empiricus, por causa da Bettina

Na manhã desta quarta-feira, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, anunciou que o Procon-SP vai multar a Empiricus por propaganda enganosa no caso da funcionária Bettina Rudolph, e a empresa pode ter que pagar até R$ 9 milhões. Na parte da tarde, a Empirus divulgou ter sido notificada para efetuar o pagamento de R$ 40 mil por causa do conteúdo do referido caso. A Bettina, que tem 22 anos e R$ 1,42 milhão de patrimônio, que segundo ela. foi conquistado em três anos a partir de um investimento inicial de R$ 1.542.

O fenômeno passou a ser o grande argumento publicitário da Empiricus. Segundo comunicado divulgado no site do órgão paulista, as garantias de resultados alardeados pela empresa via movimentações financeiras no mercado de ações demonstram-se capaz de induzir o consumidor ao erro, o que fere o artigo 37, §1º do Código de Defesa do Consumidor. O Procon-SP também diz ter entrado com uma representação criminal contra a Empiricus no Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania da Polícia Civil de São Paulo. O documento apresentado pede instauração de inquérito policial contra a empresa, alegando que suas práticas também configurariam infração penal.

 

TIM terá novo CEO

As ações da TIM tiveram a negociação suspensa na tarde desta quarta-feira, para dar tempo a divulgação de um fato relevante: o italiano Pietro Labriola será o novo CEO da empresa. Quanto os títulos voltaram a ser movimentados, registraram pequena valorização, de 0,34%.

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