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Investimentos em Ciência no país retrocedem 15 anos

Brasil fica para trás na corrida pela inovação e pelo desenvolvimento.

Conjuntura / 22:59 - 08 de Jul de 2019

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A situação da Ciência e Tecnologia no país é catastrófica, lamenta o presidente reeleito da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o físico Ildeu de Castro Moreira. “Voltamos ao nível de investimento de 15 anos atrás. Isso é catastrófico”, afirmou em entrevista ao site Brasil 247.

“Depois do último corte – ou contingenciamento, como o governo gosta de chamar – as universidades, principais responsáveis pela pesquisa científica no país, estão com muitas dificuldades para manter seus laboratórios funcionando. Essa recomposição orçamentária é uma das prioridades dessa nova gestão à frente da entidade que completa 71 anos. Para isso, apoia a criação da Frente Parlamentar Mista para a Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, composta por integrantes de todas as legendas”, conta o físico.

No início do mês, dez ex-ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) divulgaram manifesto em que expressavam “profunda preocupação diante das ameaças no tocante à Educação, em geral, e à CT&I em particular”.

“Agravam-se os cortes orçamentários drásticos que poderão levar a um retrocesso sem paralelo na história da Ciência brasileira, área essencial e crítica, tanto ao desenvolvimento econômico e social quanto à soberania nacional”, diz o texto.

“O desafio é enorme e urgente, o Brasil precisa avançar a uma velocidade superior à da fronteira do conhecimento, sob pena de termos, na melhor das hipóteses, uma estagnação relativa. É urgente a transversalidade da CT&I na gestão pública, como instrumento para a recuperação econômica e transformação do país em Nação sustentada pelo conhecimento”, afirmam os ex-ministros dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer (Aldo Rebelo, Aloízio Mercadante, Celso Pansera, Clélio Campolina, José Goldemberg, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Marco Antonio Raupp, Roberto Amaral, Ronaldo Sardenberg e Sérgio Machado Rezende).

O presidente da SBPC segue a mesma linha: “Vemos que outros países que fazem acordo com a gente, como a Alemanha, França, Estados Unidos, Coreia, Japão, China, estão aumentando significativamente os recursos para Ciência e Tecnologia. A Alemanha fez agora um projeto para nos próximos dois anos colocar € 180 bilhões, o que vai fazer com que os recursos do país para a área sejam quase que dobrados em dez anos”, diz o físico.

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