Invasores da embaixada da Venezuela saem pela porta dos fundos

Segundo o deputado petista Paulo Pimenta, os invasores entraram com o respaldo do governo brasileiro.

Política / 00:15 - 14 de nov de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O grupo de apoiadores de Juan Guaidó que invadiu, na madrugada desta quarta-feira, a Embaixada da Venezuela em Brasília, deixou o local, por volta das 17h30. Pela porta dos fundos. Isto aconteceu após o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro recuando no apoio à ação.
Os apoiadores de Guaidó, que faz oposição ao governo de Nicolás Maduro, pediam que a embaixadora e a equipe diplomática indicada por Guaidó para a representação no Brasil assumissem de fato suas funções na embaixada.
Diante da situação, apoiadores de Maduro dirigiram-se à embaixada para acompanhar de perto a situação. Alguns políticos também foram ao local para intermediar as negociações, bem como o coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maurício Correia. No início da tarde, o presidente Bolsonaro se manifestou pelas redes sociais e repudiou a interferência de atores externos no conflito do país vizinho.
De acordo com relatos, ao menos 30 invasores participaram da ação, que ocorreu durante a reunião do Brics – o bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – em Brasília. “A maior parte são venezuelanos, mas também há brasileiros. Entraram com o respaldo do governo brasileiro. Estão fardados, são uma milícia, agentes contratados, lutadores”, informou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
A invasão da Embaixada da Venezuela no Brasil repete o que ocorreu no dia 10 de novembro na Bolívia, quando o território venezuelano foi invadido por milícias de direita daquele país.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor