Advertisement

Interventor quer R$ 3,1 bilhões

Rio de Janeiro / 20 Março 2018

Orçamento para investimento em segurança no Rio vai a zero

O interventor federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, disse que o setor precisa de R$ 3,1 bilhões em recursos para cobrir dívidas com fornecedores e botar os salários em dia. Desse total, R$ 1,5 bilhão seriam para as ações necessárias este ano, e o restante, para passivos já existentes. O valor é superior aos R$ 2,9 bilhões obtidos pelo governo estadual com a penhora das ações da Cedae.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala em um valor menor – entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão – que poderia vir da reoneração da folha de pagamento de setores empresariais, cujo pro-jeto de lei tramita no Congresso Nacional.
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a volta da cobrança do INSS sobre a folha pode ter dificuldades em ser aprovada, “porque mexe com setores que têm boa representação na Câmara”. Pré-candidato à Presidência da República, Maia está confiante em uma solução para o financiamento da intervenção federal: “Vai passar pelo Congresso, e a gente põe pouco mais do que R$ 800 milhões”, disse.
A realidade, porém, é de penúria. O orçamento total das polícias Civil e Militar do Rio em 2017 voltou ao patamar observado em 2013, aponta a FGV DAPP. O investimento, que chegou a repre-sentar mais de 2% da verba, caiu a praticamente zero no ano passado (0,001%).
Em relação a 2016, o orçamento total das polícias cresceu cerca de 9%, sinalizando um início de recuperação destes números, que caíam sistematicamente desde 2015.
Em 2017, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar apresentaram um total desembolsado com pessoal e encargos sociais maior do que o observado em 2015 e 2016, mas ainda menor do que o valor observado em 2014. Os dados foram pesquisados pela FGV no Portal da Transparência Fiscal do Estado do Rio de Janeiro.