Inflação continua maior para famílias com menor renda

Segundo Ipea, em agosto, inflação dos mais pobres foi de 0,12%, contra 0,08% das famílias de maior poder aquisitivo.

Conjuntura / 12:21 - 11 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quarta-feira apontou que, apesar da desaceleração no crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, a alta foi mais sentida pelas famílias de menor poder aquisitivo. Para essa faixa de renda, a inflação foi de 0,12% na comparação com julho. Já para os que possuem maior renda, o índice foi de 0,08%.

A análise da Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também mostra que houve um alívio no grupo alimentação (-0,18 p.p.) para as famílias mais pobres, influenciado pela queda no preço dos tubérculos (-10,7%), das verduras (-6,5%), das carnes (-0,75%) e dos leites e derivados (-0,30%). Em contrapartida, o grupo habitação contribuiu com 1,19 p.p. para essa classe de renda por conta da alta na energia elétrica (3,85%), no aluguel (0,63%) e na taxa de água e esgoto (1,34%).

No caso das famílias mais ricas, a deflação de 15,7% nas passagens aéreas, em agosto, gerou um alívio no grupo transporte, que registrou contribuição negativa de 0,07 p.p. para essa classe de renda. Por outro lado, assim como no caso das famílias com menor poder aquisitivo, o grupo habitação também impactou positivamente (0,11 p.p.) a inflação deste segmento no período.

No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a agosto deste ano, a inflação das famílias de menor renda (2,73%) segue acima da que foi observada no grupo dos mais ricos (2,53%). Na análise da variação em 12 meses (de setembro/2018 a agosto/2019), a inflação dos mais pobres (3,62%) segue mais alta que a dos mais ricos (3,36%).

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado mensalmente, com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor