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Inflação pressiona taxa de juros nos EUA

Internacional / 12 Junho 2018

Fed toma decisão nesta quarta; alta afetaria moedas de emergentes

Logo que assumiu a presidência do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, indicado ao cargo por Donald Trump, decidiu aumentar a taxa de juros no país em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 1,5% e 1,75%. Na época, em março último, ficou acertado que haveria mais dois aumentos ao longo do ano, quando foi sinalizada a crescente confiança de que os cortes de impostos e gastos do governo impulsionariam a economia e a inflação.
O novo aumento sobre os juros está sendo decidido na reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária do Fed (Fomc), que se encerra nesta quarta-feira. Nos mercados de futuros, estimava-se na última sexta-feira em 90% a possibilidade de as taxas subirem novamente 0,25 ponto percentual, o que as deixaria em uma faixa de entre 1,75% e 2%. Esse novo aumento servirá para antecipar os efeitos da alta da inflação.
Mesmo antes dos dados de maio – quando foram criados 223 mil postos líquidos e a taxa de desemprego foi de 3,8%, a menor em 18 anos – membros do Fed já tinham sinalizado sua disposição para dar mais um passo em direção ao endurecimento da política monetária. Com um desemprego tão baixo, as empresas aumentam os salários, seja para conseguir mão de obra, seja para evitar que seus trabalhadores vão para lugares que paguem melhor.
Os 3,5% do desemprego em dezembro de 1969 foram seguidos por um período muito sombrio para a economia dos EUA, que incluiu a “grande” inflação dos anos 1970, que atingiu mais de 10% no meio do choque do petróleo da década de 1970, e o desemprego subiu para 9%.