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Inflação é menor para baixa-renda, mas alimentação fora de casa sobe 0,52%

Conjuntura / 12 Abril 2018

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a inflação para a classe de maior poder aquisitivo, no mês de março, foi de 0,11%, quase o triplo da registrada pelas famílias de renda mais baixa, 0,04%. No acumulado dos três primeiros meses de 2018, a inflação da camada de menor renda aponta elevação de 0,35%, situando-se bem abaixo da calculada para as famílias de renda mais alta, 1,13%.

É o quinto mês consecutivo em que o grupo de menor renda registra a menor taxa de inflação. De acordo com o Grupo de Conjuntura do Ipea, a queda dos preços dos alimentos no domicílio é o principal fator explicativo para essa inflação mais amena registrada pelas famílias mais pobres, principalmente quando ainda se verificam quedas expressivas em subgrupos de grande peso na cesta de consumo das classes mais baixas, como cereais (1,7%), tubérculos (2,4%), carnes (1,2%), e aves e ovos (0,8%).

O indicador aponta ainda um aumento de 0,52% da alimentação fora do domicílio em março. Esse resultado impactou mais fortemente a inflação das famílias de renda mais alta. Em contrapartida, os reajustes de 0,67% nas tarifas de energia elétrica e 0,78% nas passagens de ônibus urbano exerceram uma pressão maior sobre a inflação dos mais pobres relativamente à dos mais ricos.

Entre os grupos de despesas, o que registrou maior variação em março para as classes de renda alta e média-alta foi saúde e cuidados pessoais (0,06 ponto percentual). Nos últimos 12 meses, a inflação da classe de renda mais baixa (1,8%) foi praticamente a metade da registrada pela classe de renda mais alta (3,5%).

O indicador calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE.