Inflação em queda permite Selic de 7,5% no fim de 2017

Conjuntura / 11 Agosto 2017

Mesmo com variação positiva no mês, a inflação de 2017 acumulada até julho foi de apenas 1,43% e, em 12 meses, 2,71%, o que significa o melhor resultado desde 1999.

Na avaliação do professor do Mestrado em Economia do Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, "os erros de política econômica do passado e a leniência com a inflação provocaram uma perda de credibilidade em relação à atuação do Banco Central do Brasil. Para reconquistar a credibilidade, o Banco Central do Brasil teve que praticar uma política monetária mais rígida do que sob condições normais, o que aprofundou a recessão com uma pressão exageradamente baixista sobre os preços".

- O que se espera, para o futuro, é que a Selic possa ser reduzida até 7,5% já no fim de 2017, o que permitirá um crescimento econômico mais intenso em 2018. Como principal desafio para a economia, tem-se a restauração do equilíbrio fiscal, que ainda preocupa em função das dificuldades derivadas do cenário político conturbado.