Indiciado no ‘laranjal’ ministro do Turismo não é demitido

PF concluiu que o ministro comandou o escândalo do laranjal do PSL, partido do presidente.

Política / 22:37 - 4 de out de 2019

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Por meio do porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira que vai manter no cargo o ministro do Turismo, Álvaro Antônio, indiciado pela Polícia Federal sob suspeita dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa – com pena de cinco, seis e três anos de cadeia, respectiva-mente.
A PF concluiu que o ministro comandou o escândalo do laranjal do PSL, partido de Bolsonaro, no esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas femininas de fachada nas últimas eleições.
A suspeita é de que, nas eleições de 2018, o diretório do PSL em Minas Gerais inscreveu para disputar o pleito mulheres cujas candidaturas seriam uma forma de a legenda receber verbas públicas por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo partidário. Parte deste dinheiro teria sido então desviado para empresas de pessoas ligadas ao diretório estadual do PSL
Segundo a denúncia, cerca de R$ 260 mil foram recebidos pelas candidatas, dos quais mais de R$ 190 mil foram repassados a outras candidaturas. À época dos crimes apontados, Marcelo Álvaro Antônio era o presidente estadual do PSL. Na denúncia, o ministro é citado por seu nome de batismo, Marcelo Henrique Teixeira Dias.
A manutenção do ministro do Turismo contradiz, mais uma vez, o que o próprio presidente Bolsonaro houvera afirmado que havendo “denúncia robusta” contra ministros do seu governo haveria o imediato afastamento do cargo. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, denunciado por envolvimento no uso de caixa dois em dezembro do ano passado, continua até hoje no cargo.
 

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