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Índices das bolsas norte-americanas atingem novos recordes

Investidores acreditam em redução dos juros pela Reserva Federal.

Acredite se Puder / 17:48 - 03 de Jul de 2019

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A expectativa do corte de juros por parte do Fed, que aumentou depois de Donald Trump ter proposto Christopher Walter e Judy Shelton para o Conselho da Reserva Federal, que são dois defensores da política do presidente norte-americano de redução nas taxas fez com que as bolsas norte-americanas voltassem aos máximos registrados a nove meses. Antes da abertura dos pregões foram revelados dados do ADP Research Institute, que o setor privado criou 102 mil postos de trabalho em junho, muito abaixo dos 140 mil esperados pelos economistas. Em relação a maio, o crescimento foi revisto em alta de 27 mil para 41 mil, o que, ainda assim, representa a pior marca desde março de 2010. Porém, essa fraqueza levou o presidente da Fed, Jerome Powell, a mudar o seu discurso sobre política monetária, com as odds a apontarem para que o banco central inverterá a trajetória de subida dos juros e se decida pelo corte de 25 pontos base ainda neste mês.

O Dow Jones subiu 0,67% para 26.966,00 pontos, o que correspondeu ao valor mais alto da sua história, sendo que o anterior estava nos 26.951,81 pontos, registrados em 3 de outubro do ano passado. O Standard & Poor’s 500 também marcou novos máximos, chegando a 2.995,82 pontos com um ganho de 0,77%, enquanto o anterior era 2.977,93 pontos.O Nasdaq Composite teve alta de 0,75% e foi para 8.170,23 pontos, mas o máximo continua em 8.176,08 pontos.

 

BofA recomenda ADRs da Petrobras

O Bank of America Merrill Lynch voltou a recomendar a compra dos ADRs da Petrobras, estabelecendo preço-alvo de US$ 21. De acordo com o analista Frank McGann, a petrolífera deve se beneficiar de forte crescimento, sólida geração de caixa e melhoria contínua de sua posição financeira, uma vez que a estatal se concentra em reduzir sua dívida. “Pela primeira vez em 6-7 anos, os níveis de endividamento são sustentáveis e a estatal brasileira pode desenvolver sua estratégia sem o ônus de uma pesada carga de endividamento”, destacou McGann. “O foco da administração no realinhamento do portfólio, de projetos de menor retorno para projetos de maior retorno, tem potencial de aumentar o crescimento a longo prazo”, afirmou. Embora os preços do petróleo e a potencial interferência política sejam riscos, o BofA vê espaço para valorização sólida do papel. O valuation ainda deve permitir apreciação sólida das ações nos próximos 12 meses.

 

Para Goldman, cotação da Gol vai a R$ 43

O Goldman Sachs elevou de neutra para compra a recomendação da ação da Gol, elevando o preço-alvo para R$ 43,20, o que configura um potencial de 33%. De acordo com os analistas da instituição, a Gol supera a Azul, classificada como neutra, e Latam, que foi rebaixada para a venda. A Gol se beneficia da recuperação judicial da Avianca Brasil, dada a alta sobreposição de rotas, e já que obtém quase 100% de sua receita no mercado brasileiro, afirmam os analistas. Já a Latam Airlines oferece o menor potencial de alta entre as cinco companhias aéreas que o Goldman cobre na região. A forte concorrência de aéreas de baixo custo e tendências fracas de receita devem neutralizar benefícios de um ambiente competitivo mais saudável no Brasil.

 

O CEO que não foi CEO quer € 100 mi

Andrea Orcel é o Viúvo Porcino do sistema financeiro mundial, pois foi sem nunca ter sido o CEO do Santander. Agora, pede na justiça espanhola uma indenização de mais de € 100 milhões, alegando violação do contrato, pois o banco recuou, no início deste ano, e desistiu de contratá-lo para ocupar o seu cargo máximo. Segundo o jornal El Confidencial, o profissional exige que o contrato seja cumprido, ou seja, que o banco o contrate, pois a indenização por danos inclui o salário que não recebeu no UBS e que poderia ter recebido no banco espanhol.

Em janeiro, o Financial Times noticiou que Orcel preparava o processo depois que o Santander voltou atrás na decisão de contratá-lo para o cargo de CEO, depois de tomar conhecimento que teria de pagar € 50 milhões para o UBS como compensação da sua saída do banco suíço, pois seu orçamento só previa um gasto de € 40 milhões de euros para contratações entre 2018 e o início de 2019.

 

JPMorgan rebaixa a Cteep

O JPMorgan rebaixou para underweight a recomendação da Transmissão Paulista e baixou o preço-alvo para R$ 22,50, sinalizando redução de 7,8% sobre as atuais cotações.

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