Índice Nacional da Construção Civil tem alta de 0,11% em maio

Acumulado em 12 meses foi para 4,49%, resultado abaixo dos 4,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Conjuntura / 11:54 - 7 de jun de 2019

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), variou 0,11% em maio, ficando 0,23 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,34%).

O acumulado em 12 meses foi para 4,49%, resultado abaixo dos 4,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, o índice ficou em 0,55%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 1.130,67, passou para R$ 1.131,89 em maio, sendo R$ 592,48 relativos aos materiais e R$ 539,41 à mão de obra.

A parcela dos materiais variou 0,39%, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,33%) e 0,12 ponto percentual em relação a maio de 2018 (0,27%).

Por outro lado, a parcela da mão de obra, com variação de -0,21%, caiu 0,57 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,36%), e 1,07 ponto percentual em relação a maio de 2018 (0,86%).

De janeiro a maio, os acumulados foram 2,27% (materiais) e 0,91% (mão de obra), sendo que em 12 meses ficaram em 6,63% (materiais) e 2,25% (mão de obra).

Centro-Oeste tem menor variação

Com taxa negativa em todos os seus estados, a Região Centro-Oeste apresentou a menor variação regional em maio: -0,13%.

As demais regiões registraram alta: 0,23% (Nordeste), 0,23% (Norte), 0,03% (Sudeste) e 0,16% (Sul).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.137,65 (Norte); R$ 1.052,90 (Nordeste); R$ 1.181,12 (Sudeste); R$ 1.177,85 (Sul) e R$ 1.130,22 (Centro-Oeste).

 

Materiais - Na quarta-feira, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) havia divulgado nova edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção. O estudo indica o estabelecimento de clima pessimista entre as empresas associadas com as ações empreendidas pelo governo até o momento. Além disso, o estudo também revela a expectativa de desempenho em vendas no mês de maio e as projeções para junho.

No início de 2019 os empresários das indústrias de materiais de construção demonstravam alta expectativa sobre o novo Governo, cenário que vai sofrendo mudanças. O Termômetro de maio aponta que 38% das empresas manifestaram pessimismo sobre as ações do governo, somadas a 54% que veem tais ações com indiferença. Somente 8% das empresas ainda demonstraram otimismo com as ações governamentais para os próximos meses. Em janeiro, por exemplo, este percentual chegou a 56%. Quando analisado o faturamento das empresas em maio, o termômetro apontou que para 33% das associadas o resultado no mês foi "bom", ao passo que 29% avaliam o período como regular e as demais 37% reportaram desempenho "ruim" ou "muito ruim", o resultado consolidado será apresentado na próxima edição do Índice da Abramat. A expectativa sobre o mês de junho é ligeiramente mais otimista, com os mesmos 33% das associadas projetando resultado "bom", 54% "regular" e 13% "ruim".

O aumento do pessimismo acabou impactando as pretensões de investimento no médio prazo, bem como é refletido no nível de utilização de capacidade instalada da indústria de materiais de construção. Na atual edição do termômetro, caiu de 83% para 62% o número de associadas com pretensões de fazer investimentos em sua produção e, com queda de 3%, o setor chegou a 69% de utilização da capacidade instalada.

 

Com informações da Agência Brasil

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