Indicação de Eduardo para embaixador atrapalha reforma da Previdência

Para Tasso, 'Senado está dividido em relação a isso; contaminação com esse outro problema pode dividir mais ainda a Casa'.

Política / 11:19 - 23 de ago de 2019

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A intenção do presidente da República, Jair Bolsonaro, de indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA repercute no Senado, que será responsável por analisar a indicação, caso ela se confirme.

O relator do texto da reforma da Previdência na CCJ, senador Tasso Jereissati (PSB-CE), entende que, por ser um assunto polêmico e que divide os senadores, isso pode atrapalhar na votação da PEC 6/2019.

"É uma indicação polêmica, como todos sabem. Aqui no Senado existe uma discussão muito grande, está dividido em relação a isso e eu acho que no meio de uma discussão de um problema tão complexo e tão grave que aflige toda a população brasileira, a contaminação com esse outro problema que pode dividir mais ainda o Senado não é boa para a Previdência", disse.

 

Última audiência na CCJ - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fez ontem a sexta e última audiência pública do ciclo de debates sobre a reforma da Previdência. O secretário de controle externo da gestão tributária, da Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas da União (TCU), Tiago Dutra, disse que soluções como melhorar a gestão da previdência, aumentar a arrecadação ou ampliar o combate à corrupção são insuficientes para garantir a sustentabilidade do sistema. A presença de um representante do TCU nas discussões foi solicitada por Tasso. O presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Mauro Silva, observou, porém, que é preciso analisar a questão pela ótica das receitas que, segundo ele, são suficientes para se custear. Já o senador Paulo Paim (PT-RS) chamou a atenção para a necessidade de combate à sonegação de impostos, que soma R$ 500 bilhões, segundo o TCU.

 

Com informações da Agência Senado, citando a Rádio Senado

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