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Indianos falsificaram para vender uma empresa

Usar balanços falsos, extratos bancários adulterados e outras alterações para roubar ou ocultar o dinheiro de...

Acredite se puder / 16 Maio 2018

Usar balanços falsos, extratos bancários adulterados e outras alterações para roubar ou ocultar o dinheiro de investidores é um dos piores crimes para a Securities and Exchange Commission. Por causa disso, o regulador e a Procuradoria do Distrito de Nova Jersey estão fazendo acusações criminais contra o ex-executivo chefe da Constellation Healthcare Technologies Inc.,Parmjit (Paul) Parmar; o ex-diretor financeiro, Sotirios (Sam) Zaharis, e o ex-secretário da empresa Ravi Chivukula Parmar. A SEC, acusa o trio de violar as disposições antifraude das leis federais de valores mobiliários e busca injunções permanentes, devolução de ganhos supostamente ilícitos mais juros, penalidades civis.

Os executivos falsificaram as informações no decorrer das negociaçãos para a veenda de uma participação majoritária na Constellation, sediada em Houston, incluindo demonstrações financeiras de três subsidiárias fictícias supostamente adquiridas por mais de US$ 62 milhões. O negócio foi realizado, mas um ano depois, a Constellation entrou com pedido de proteção contra a falência. De acordo com a queixa da SEC, os executivos convenceram uma empresa privada a adquirir a maioria do capital da Constellation e forneceram informações falsas.

 

Itália será o próximo grande problema

A Europa está ficando agitada com a possível formação do primeiro governo da Itália composto por duas forças eminentemente antissistema (Movimento 5 Estrelas e Liga), poderão ser adotadas políticas desestabilizadoras e algumas das propostas tornadas públicas já estão a causar apreensão na Comunidade Europeia. Nos mercados existe apreensão e os juros da dívida soberana italiana subiram 16 pontos base para 2,11%, o nível mais elevado desde outubro do ano passado e que se situa já mais de 30 pontos base acima da yield das obrigações portuguesas com a mesma maturidade (que estão a subir 6 pontos base). O spread em relação à dívida alemã disparou para perto de 150 pontos base e a bolsa de Milão fechou com o índice acusando perdas de mais de 2%, devido as notícias sobre o provovável programa do próximo governo italiano.

Essas notícias penalizaram principalmente as ações do setor bancário, com o índice Stoxx para os bancos recuando mais de 1%, o alemão Commerzbank perdendo mais de 6%, e os italianos Finecobank, BPM e Unicredit a desvalorizarem mais de 4,5%. Nas negociações com vista à formação de um governo, Luigi Di Maio (5 Estrelas) e Matteo Salvini (Liga) estão querendo o cancelamento de 250 bilhões de euros de dívida que surgirá no balanço do Banco Central Europeu quando concluir o programa mensal de compra de ativos ainda em vigor.

 

Problemas com o sistema de pensões

Além do cancelamento da dívida soberana italiana, existe o Flat Tax, a revogação da última reforma ao sistema de pensões ou o rendimento de cidadania e que devem provocar um aumento da despesa, colocando em risco o cumprimento das metas definidas pelas regras europeias, algo que motivou na última terçca-feira uma série de avisos dos comissários europeus. O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, alertou para “o necessário respeito pela estabilidade financeira”, algo que obriga à prossecução do “atual caminho de redução gradual do défice e da dívida pública”. E o euro sofreu recuando 0,48% para US$ 1,1781, sendo que é a primeira vez desde 19 de dezembro que a moeda única europeia é negociada abaixo dos US$ 1,18.

 

Não será fácil cancelar a dívida italiana

Como substancial parcela da dívida italiana está em poder do BCE, mas é significativa a que se encontra na Banca d’Italia. Assim, para conseguir o tal cancelamento, as novas autoridades do país terão convencer o italiano Mario Draghi, presidente, e os 18 banqueiros centrais da Zona Euro, que são acionistas do BCE. Dificilmente o Bundesbank aprovará o exame dessa proposta.