IGP-M registrou deflação de 0,65% no primeiro decêndio do mês

Contribuiu com esse desempenho a queda no preço de alimentos in natura e de commodities como o minério de ferro.

Opinião do Analista / 11:23 - 12 de ago de 2019

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Bom dia.

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Inflação e juros em queda - O IGP-M surpreendeu ao registrar deflação de 0,65% no primeiro decêndio do mês, contra o avanço de 0,40% da última leitura. Contribuiu com esse desempenho a queda no preço de alimentos in natura e de commodities como o minério de ferro. No Boletim Focus dessa semana também tivemos uma nova rodada de queda na expectativa de inflação, o que dá força as apostas de redução dos juros. Agora, a mediana das estimativas aponta para uma taxa de 5% no final do ano, contra 5,25% na divulgação anterior. O IBC-Br de junho veio levemente melhor que o esperado, com alta de 0,30% contra o maio. Já em âmbito político, o mercado deve ficar atento nesta semana às novas propostas de Guedes, com destaque para a reforma tributária e medidas de desburocratização.

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Ambiente segue turbulento lá fora - Trump colocou em dúvida a reunião com a China em setembro, em um novo episódio da guerra comercial. O Banco Central do país ao menos tem controlado a desvalorização do iuane, evitando o aumento das tensões quanto a uma disputa cambial. Com isso, e sem grandes novidades no radar, as Bolsas asiáticas tiveram desempenho misto nesta manhã. Já a Europa e os índices futuros de Nova Iorque ficam no campo negativo, com temores quanto à desaceleração da atividade global. Vale ficar atento também nesta segunda-feira à Argentina. As prévias indicaram para uma derrota do atual presidente Mauricio Macri, para o candidato apoiado por Cristina Kirchner, Alberto Fernández. Os ativos locais devem ficar sobre pressão hoje.

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Alpargatas (ALPA4) reporta bons números - O crescimento de 11,6% em sua receita líquida, frente ao 2T18, reflete o bom desempenho em todas as unidades de negócios, bem como a expansão global da Havaianas. No Brasil, as vendas de Havaianas e Osklen no conceito mesmas lojas e o e-commerce apresentaram avanço de 17% e 21%, respectivamente. O Ebitda recorrente teve alta de 39,4% em um ano, beneficiado não só pelo aumento da receita, mas também pela gestão de custos e despesas no período. Houve ainda um efeito não recorrente, que alavancou o lucro do período, referente a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

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Resultado fraco da M. Dias Branco (MDIA3) - O desempenho do 2T19 reflete não só a queda no volume de vendas, tanto no segmento de massas quanto no de biscoitos, mas também a expressiva alta dos custos, em virtude da elevação no preço do trigo e do açúcar. Também houve aumento nos custos com mão de obra, energia e despesas relacionadas a consolidação da Piraquê. Com isso, o Ebitda e a margem caíram 34% e 6,8 p.p. em ano, respectivamente. No resultado final a deterioração foi ainda maior, com queda de 52% na mesma base de comparação. A divulgação deve pressionar os papéis da companhia.

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Brasil Brokers (BBRK3) segue no prejuízo - Em meio a um ambiente concorrencial forte e ao dinamismo ainda fraco da economia doméstica, a companhia seguiu com números pressionados, com queda de 22% no volume de unidades vendidas neste 2T19 frente ao mesmo período de 2018. Ainda assim o faturamento avançou no período, com alta no ticket médio e intermediação na venda de dois edifícios comerciais. De toda forma, houve aumento no repasse para parceiros de crédito imobiliários e impacto com a perda de processos judiciais, o que manteve o Ebitda no campo negativo, em -R$ 6 bilhões. O prejuízo foi de R$ 9,8 milhões.

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Desbloqueio de ativos da Braskem (BRKM5) - O Superior Tribunal de Justiça permitiu o desbloqueio do caixa de cerca de R$ 3,8 bilhões, diante da apresentação de um seguro-garantia de igual valor. Ainda que o cenário continue nebuloso para as operações da petroquímica, a novidade deve trazer um alívio para suas ações hoje.

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Bons negócios!

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Coinvalores

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