Idosos aumentam consumo de bens massivos

Brasileiros com mais de 65 anos também vão mais vezes ao ponto de venda do que a média da população.

Conjuntura / 14:18 - 13 de dez de 2019

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Nos últimos anos, a maior parte das famílias brasileiras teve a renda reduzida em, no mínimo, 16%. A crise econômica e a instabilidade política tiveram ainda como efeitos o aumento do endividamento e crescimento da renda informal que, por sua vez, refletiram no comportamento de consumo do país. Racionalizar as compras agora é parte obrigatória do cotidiano. A única faixa etária que tem convivido com um cenário mais favorável é a de sêniores. As pessoas de mais de 65 anos representam 17% da população nacional e são responsáveis por 16% dos gastos com consumo de bens massivos (FMCG). Nos últimos 12 meses terminados em setembro de 2019, eles foram o único grupo com crescimento de compras dessas categorias, na ordem de 7%. É o que aponta o levantamento Consumer Insights da consultoria Kantar.

O Brasil tem atualmente 9 milhões de lares idosos, com renda média de R$ 3,4 mil, valor 9% maior do que a média nacional, e 29% fazem parte da classe AB. Em famílias menores, 64% moram sozinhos ou, no máximo, acompanhados de mais uma pessoa. Além disso, 98% não trabalham fora, 63% não vivem com os filhos, 90% têm celular e 45% acessam internet.

Preocupados com a saúde, 70% preferem alimentos naturais, 31% eliminaram sódio e 30% cortaram o açúcar da dieta. Glúten e processados também perderam espaço. Em contrapartida, óleos especiais, adoçante, água de coco e pão industrializado cresceram acima da média do mercado nas prateleiras destes lares.

Segundo o estudo, esse segmento da população pesquisa e costuma visitar os pontos de venda 88 vezes em 12 meses, sete idas a mais do que a média da população. O cartão de crédito é a forma de pagamento de 65% das compras de FMCG e 68% verificam a data de validade nas embalagens.

Também de acordo com o levantamento, quase 30% da população sênior está no estado de São Paulo, principalmente na capital. A concentração segue com 17% vivendo nos estados do Sul. A região da Grande Rio de Janeiro é casa de 9% dos brasileiros acima de 65 anos e, apesar de estes lares terem renda média maior, são os mais endividados.

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