Ibovespa tomba com EUA, mas recupera na reta final

Mercado Financeiro / 16:41 - 28 de out de 2016

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O Ibovespa mergulhou nesta sexta-feira (28) com a notícia de que o FBI reabriu investigação sobre a candidata do partido democrata Hillary Clinton, mas conseguiu retomar o campo positivo na reta final. O índice subiu 0,09%, a 64.308 pontos, renovando sua máxima de fechamento do ano, na contramão das bolsas americanas, que, embora tenham ganhado fôlego após tombo mais forte com a notícia de Hillary, encerraram no negativo. O volume financeiro da BM&FBovespa ficou em R$ 8,28 bilhões. O desempenho da economia americana mais forte do que o esperado e uma enxurrada de resultados corporativos no Brasil também ajudaram a trazer volatilidade ao mercado. "A poucos dias da eleição nos EUA (8/11), a notícia de que o FBI está retomando as investigações sobre o servidor de e-mail de Hillary é claramente uma notícia bem negativa, dado que deixa Donald Trump ainda mais vivo na corrida presidencial", disse o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior. O diretor do FBI, James Corney, disse nesta tarde que a agência vai investigar os e-mails adicionais que surgiram com relação ao uso de um servidor privado que Hillary fez quando ocupava o cargo de Secretária de Estado. O FBI vai verificar se esses e-mails contêm informações secretas, disse. Apesar da turbulência, o Ibovespa encerrou a semana em leve valorização de 0,31%, na sua quarta semana de alta consecutiva. Altas e baixas O tom do mercado hoje foi ditado por uma série de balanços corporativos. As ações da Usiminas lideraram a alta do Ibovespa, após a empresa informar recuo de 89% do prejuízo líquido no 3° trimestre, para R$ 114,4 milhões. Já a BRF avançava cerca de 4%. Apesar de resultados fracos “como esperado”, analistas ressaltavam que o mercado interno mostrou os primeiros sinais de recuperação, o que demonstra a resiliência da margem e participação de mercado. Do lado negativo, as ações da Ambev figuravam como a maior queda do índice neste pregão, após resultado ruim no 3° trimestre. Para saber tudo sobre o noticiário corporativo do dia, clique aqui. Dólar O dólar fechou a sexta-feira com alta de 1,3%, bem próximo do patamar de R$ 3,20, impactado pela notícia de que o FBI abriu nova investigação sobre emails da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton. A moeda norte-americana já subia de forma consistente desde cedo, influenciada pelo crescimento mais forte do que o esperado na economia dos Estados Unidos, em meio às apostas de que os juros devem voltar a subir neste ano na maior economia do mundo. A proximidade da formação da Ptax também pesou. O dólar avançou 1,30%, a R$ 3,1965 na venda, perto da máxima do dia, de R$ 3,2056. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60% no final da tarde. Na semana, a moeda norte-americana acumulou ganhos de 1,14% sobre o real, interrompendo três quedas semanais seguidas. "Ninguém quer ficar vendido no final de semana com esse tipo de notícia no ar", resumiu um operador de uma corretora nacional, referindo-se às eleições norte-americanas. Durante toda a sessão, o dólar exibiu forte valorização ante o real, com a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anual de 2,9% no trimestre passado, melhor que o previsto. A trajetória de elevação do dólar no Brasil ainda teve sustentação na briga pela formação da Ptax, taxa mensal que serve de referência para diversos contratos cambiais, no final do mês. Também pesou o fato de o Banco Central ter anunciado que deixará de anular integralmente os swaps tradicionais, equivalente à venda futura de dólares, com vencimento em 1º de novembro. Hoje, esse estoque está em US$ 2,96 bilhões, segundo o BC. O BC vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

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