Ibope: Bolsonaro já é mais impopular que Collor e FH

Pesquisa avaliou opinião dos entrevistados sobre a maneira 'bolsonariana' de governar: quase 40% desaprovam.

Política / 17:04 - 20 de mar de 2019

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Só 34% dos brasileiros acham o governo Bolsonaro ótimo ou bom. A avaliação positiva é inferior ao registrado no primeiro mandato de FHC, nos dois de Lula e no primeiro de Dilma. Bolsonaro só supera FHC e Dilma no início dos seus segundos mandatos. Os dados estão em pesquisa do Ibope divulgada hoje. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre 16 e 19 de março. A informação está no portal G1.

Segundo o levantamento, 34% consideram o novo governo como ótimo/bom; 34%, como regular; 24% como ruim/péssimo; e 8% não sabem ou não responderam.

Em fevereiro, 39% o avaliavam como ótimo/bom; 30%, como regular e 19% como ruim/péssimo.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Ainda segundo o G1, "isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos."

O Ibope também avaliou a opinião dos entrevistados sobre a maneira "bolsonariana" de governar: 51% aprovam; 38% desaprovam; e 10% não souberam ou não responderam. Em fevereiro, 57% aprovavam e 31% desaprovavam.

Quanto à confiança, os números ficam mais ou menos empatados: 49% confiam; 44% não e 6% não souberam ou não responderam: 6%. Em fevereiro, 55% afirmaram confiar no presidente e 38% disseram não confiar.

O Ibope fez uma comparação entre os resultados de pesquisas de avaliação da administração dos últimos presidentes eleitos, realizadas no mesmo período de governo.

Já outra pesquisa, da Hello, realizada em janeiro, acompanhar a expectativa e a avaliação da população brasileira sobre o país, sua região, finanças pessoais e as pautas que movem o debate público. Os primeiros resultados do Hello Monitor Brasil revelam uma sociedade ainda dividida entre que aqueles mais otimistas (46%), que apoiam o novo governo e acreditam na recuperação da economia e os mais pessimistas (40%), que rejeitam os novos rumos do governo. 14% dos entrevistados não soube responder. Entre as maiores diferenças, o Nordeste é a única região onde a maioria da população acredita que o país está no rumo errado, assim como a maioria das mulheres, dos mais pobres e dos mais jovens. São os homens, pessoas de 35 a 59 anos, os sulistas e as pessoas das classes A e B quem elevam a barra de otimismo em relação ao rumo do Brasil.

Quando pensam em suas vidas em especial, sete em cada 10 brasileiros acreditam que 2019 será melhor que 2018. Mas apenas quatro em cada 10 acreditam que a crise pode acabar antes de 2020. Há mais brasileiros confiantes sobre sua capacidade de investir no futuro, sobre a segurança de seus empregos e também o das pessoas mais próximas. Cerca de 45% dos entrevistados disseram estar muito ou um pouco mais confiantes em conseguir economizar para a aposentadoria ou para educação dos filhos do que estavam seis meses atrás. Os menos confiantes somam 26%. E ainda mais da metade dos entrevistados, 53%, disse concordar que "haverá mais oferta de empregos formais".

 

Qual seu sentimento quanto ao futuro do país? - Quando perguntados sobre qual seu sentimento em relação ao futuro do Brasil, a maioria dos entrevistados saiu do muro: somente 2% não soube opinar, 44% estão preocupados ou revoltados, 4% conformados e 50% se dizem otimistas ou mesmo entusiasmados. Entre os homens essa proporção chega a 58% e entre a classe AB a 62%. Por outro lado, entre as mulheres, 50% estão preocupadas ou revoltadas, que entre a classe D/E chegam a 52%.

A pesquisa também consultou a posição dos brasileiros a respeito de três pontos da pauta econômica do novo governo: a reforma da Previdência, a reforma da CLT e a privatização de estatais. A taxa de pessoas contrárias às pautas é parecida, em torno de 45%, porém cada uma apresenta faixas de apoio diferentes. A reforma da Previdência, pauta alçada a principal desafio do início da administração Bolsonaro, é a que conta com maior respaldo da população, com o apoio de 41% das pessoas ouvidas. É a pauta que tem menor índice de indecisos, com 14% dos entrevistados não sabendo se posicionar a respeito. A reforma da CLT e as privatizações de estatais têm ainda menos apoio.

 

Com informações do G1

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