Honesta e honrada

Decisões Econômicas / 18 maio 2017

A vereadora carioca que se licenciou para assumir a secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, foi a maior crítica do governo Eduardo Paes, já que procurava com certa insistência investigar os contratos firmados pela Prefeitura com instituições públicas e privadas, principalmente na área social. Honesta, honrada e séria, a vereadora Teresa Bergher conseguiu, através de suas ações, divulgando-as nos jornais, emissoras de rádio e nas mídias sociais, conter o ímpeto avassalador e corrosivo do então secretário Rodrigo Bethlem, genro do presidente da Câmara Municipal do Rio, Jorge Felippe, e até jogou o todo poderoso Pedro Paulo contra a parede.

Agora, a vereadora e secretária de Crivella, mesmo cargo que foi de Bethlem, precisa de uma forcinha para evitar que ela seja embromada e tenha a sua imagem arranhada e enlameada. Pois bem, alguém tem que abrir os olhos da Teresa Bergher. Em quatro meses de sua gestão na Secretaria, Teresa Bergher promoveu alguns contratos e termos aditivos assombrosos. Por exemplo, em fins de abril último ela assinou cinco termos aditivos, com reajustes de valores, que passaram de R$ 54,693 milhões para R$ 70,427 milhões.

O maior deles, beneficiando a Casa da Cultura Centro de Formação Artística e Cultural da Baixada Fluminense, com sede na Rua Machado de Assis, s/nº, Lote 12, Quadra 84, Praça da Bandeira, São João de Meriti, dirigida por Maria Adelaide de Deus da Silva, passou de R$ 17,218 milhões para R$ 19,801 milhões pelo prazo de seis meses. Outra estranheza, pode-se dizer assim, é o fato de o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável, com sede na Rua Conselheiro Saraiva, 28, 8º andar, Centro do Rio, ter sido beneficiado por três termos aditivos em três contratos, cujos valores passaram de R$ 37,474 milhões para R$ 41,860 milhões, pelo prazo de seis meses.

Além desses aditivos, o Centro Integrado de Estudos, dirigido por André Luiz Menezes Brilhante, ganhou um contrato novo, no valor de R$ 4,593 milhões. É importante que essas instituições sejam auditadas pelo Tribunal de Contas do Município do Rio (TCM) e a incorruptível vereadora faça, ela própria, uma varredura nos contratos que assinou em nome da Prefeitura carioca e da sua honorabilidade.

 

Repasses financeiros

A Secretaria estadual de Educação publicou quatro termos aditivos, sem especificar os valores, de apoio financeiro a estabelecimentos escolares do interior do estado. Em outros dois termos, beneficiando a empresa AtrioRio Service Tecnologia e Serviços, visando à limpeza de escolas, mobiliários e equipamentos escolares, foram destinados R$ 5, 460 milhões.

 

PrevRio

Vereadores cariocas se reuniram e propuseram ao presidente Jorge Felippe a criação de uma Frente Parlamentar para discutir os problemas do PrevRio, que tem um déficit orçamentário de R$ 2,6 bilhões para o qual o prefeito Marcelo Crivella está encontrando dificuldades para enfrentar e solucionar.

 

Queda na arrecadação

A situação financeira da Prefeitura do Rio é preocupante, pois no primeiro trimestre deste ano, a arrecadação prevista de R$ 6,37 bilhões do ISS caiu para R$ 5,62 bilhões; o IPTU tinha uma estimativa de R$ 2,29 bilhões subiu para R$ 2,39 bilhões. Os dados foram revelados pelo gerente de elaboração orçamentária, Carlos Eduardo Lima, na reunião da Comissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, sob a presidência da vereadora Rosa Fernandes.