Advertisement

Homenagem a OscarNiemeyer

'Toda escola superior deveria oferecer aulas de Filosofia e História (...) ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida'.

Empresa Cidadã / 19:34 - 30 de abr de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Nunca antes, na História deste país...

Pela primeira vez na História do sindicalismo no Brasil, reúnem-se, no mesmo palanque, todas as centrais sindicais do Brasil, neste 1º de maio de 2019. É a primeira vez que isto acontece, desde a greve geral de julho de 1962, cujos estopins foram a prisão arbitrária de Paulo Melo Bastos, líder do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), órgão destacado da corrente sindical “nacionalista” que integrava a Frente Unida dos Nacionalistas, a qual aderiu também a Frente Unida dos Nacionalistas Militares, que contava entre os seus quadros com alguns oficiais de alta patente, como o General Osvino Ferreira Alves, comandante do I Exército.

Nesta oportunidade, a pauta do movimento é composta pela crítica à perda de direitos nos termos da reforma da previdência proposta pelo governo federal, e pela crítica à tentativa de garroteamento das entidades sindicais, através da Medida Provisória 873. Por esta MP, a contribuição sindical deixaria de ser descontada em folha de pagamento pelas empresas e passaria a ser recolhida através de boletos bancários. Integram também a pauta da manifestação a geração de empregos com remunerações dignas e a correção da tabela do imposto de renda descontado dos salários.

 

Investir na cura do câncer infantojuvenil

A indústria farmacêutica Aspen Pharma Brasil renova parceria com o Instituto Ronald. O objetivo é contribuir com a missão da instituição de aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil no Brasil para 85%, até 2028, mesmo patamar de países como Estados Unidos, Canadá e países da UE. Atualmente, a taxa média de cura no Brasil é de 64%, e o câncer hoje já é a principal causa de morte por doença na faixa etária de 1 a 19 anos. Investir no diagnóstico precoce é uma das estratégias para aumentar as chances de cura.

 

Havan: 115 anos para parcelar dívidas

O Governo Federal é uma mãe para algumas empresas e empresários, como no caso da cadeia de lojas Havan e de Luciano Hang, dono da rede. O Executivo Federal torpedeia a Previdência, buscando instituir o regime de capitalização com perda de direitos do trabalhador, em nome de uma economia que a sociedade sequer pode conferir, tendo em vista restrições recentes.

É o caso (grave) das mudanças praticadas por decreto, em 24 de janeiro, na Lei de Acesso à Informação, ampliando a relação de agentes públicos, não necessariamente servidores concursados, com competência para classificar documentos, que podem levar até 25 anos para se tornarem de conhecimento público.

As mudanças foram condenadas por membros do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção da Controladoria Geral da União, e também pela palavra oficial da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) por ser “bastante prejudicial”. Para o ex-presidente da Comissão de Ética da presidência da República, Mauro Mendonça, é um “duro golpe na transparência pública”.

Já Kumi Naidoo, secretário-geral da Anistia Internacional, aconselhou a reconsideração urgente da decisão e a Associa ção Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (Anj), em comunicado conjunto, manifestaram a vontade de que o decreto seja revisto.

Os problemas com a Justiça, envolvendo a Havan e seu proprietário começaram em 1999, quando a Procuradoria da República em Blumenau deflagrou uma operação de busca e apreensão na empresa, que resultou na autuação da Havan em R$ 117 milhões pela Receita Federal e de R$ 10 milhões Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A autuação fora a maior já realizada pela Receita Federal, até então. A empresa recorreu a um financiamento da dívida por meio do Refis e obteve um prazo, estimado pelo MPF (Ministério Público Federal) à época, de 115 anos para quitar a multa.

Instituto Brasil 200, criado pelos donos das cadeias de lojas Havan e Riachuelo (Flávio Rocha), entre outros, contratou lobistas profissionais para atuar pró reforma da Previdência. O Instituto terá sede em Brasília. Lobby de empresários argumenta pela reforma da Rrevidência, dizendo que, se não for aprovada, não haverá emprego. Além disso, pregam pelo fim de instrumentos da Receita Federal, de combate à sonegação.

 

Homenagem a Oscar Niemeyer

Toda escola superior deveria oferecer aulas de Filosofia e História. Assim, fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida.” De Oscar Niemeyer (1907-2012).

 

Paulo Márcio de Mello é professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

paulomm@paulomm.pro.br

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor