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Heleno não vê derrota do novo governo em reajustes para STF

Indicado para assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno afirmou hoje que não considera uma derrota...

Política / 08 Novembro 2018

Indicado para assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno afirmou hoje que não considera uma derrota para o governo eleito a aprovação, pelo Senado, de reajustes para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República.

“Não é derrota nem preocupação”, disse o general ao chegar para uma reunião no apartamento funcional do presidenciável eleito Jair Bolsonaro.

Segundo Heleno, a preocupação é com despesas e gastos. “Tenho certeza que ele não considera derrota. É preocupação até pelos gastos que foram anunciados. Tem que ser muito bem estudado.”

Para o general, o impacto tem de ser analisado pela equipe econômica do governo eleito. “Não dá para fazer essa avaliação aqui. Isso ele tem que avaliar, principalmente o Paulo Guedes, avaliar o impacto.”

Ontem (7) o Senado aprovou o reajuste que altera o subsídio dos 11 integrantes do STF e da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil, e provoca um efeito cascata sobre os funcionários do Judiciário, abrindo caminho também para um possível aumento dos vencimentos dos parlamentares e do presidente da República.

Ao comentar a formatação do Ministério da Defesa, o general Augusto Heleno disse que o aconselhável é que ocorra um “equilíbrio de forças” entre os cargos, envolvendo a Aeronáutica, a Marinha e o Exército. Segundo ele, esse equilíbrio facilita as negociações e agrega conhecimento.

“É necessário uma diversidade de visões e opiniões para as decisões que têm ser tomadas no Ministério da Defesa”, disse, acrescentando que “o que se busca é esse equilíbrio, porque as Forças Armadas têm visões diferentes, até estratégicas.”

 

Petição e manifestação - Ontem, o Partido Novo lançou abaixo-assinado virtual contra o aumento salarial do STF aprovado ontem no Senado.

A campanha encabeçada pelas #AumentoNão #VetaTemer foi assinada por mais de 1 milhão de pessoas em menos de 24h.

A #AumentoNão chegou ao primeiro lugar no trending topics do Twitter por volta das 20h20 de ontem, sendo que o tuitaço tinha sido marcado para as 21h. O partido também chegou ao 2o lugar no TT mundial. Com os resultados, o Novo acaba de convocar seus filiados, apoiadores e simpatizantes da causa através de sua conta oficial no Twitter a irem às ruas neste domingo (11) para uma manifestação na Praça dos Três Poderes, DF, às 10h. No tuíte, a legenda se dirigiu e “marcou” o presidente Michel Temer.

O aumento salarial para o STF, aprovado ontem no Senado Federal será cascateado para outras esferas públicas do Estado, gerando um gasto de R$4 a 6 bilhões nas contas do governo.

Em nota, o Partido Novo diz que “é contra esse aumento por pregar o equilíbrio fiscal, o enxugamento da máquina pública e o investimento em áreas que considera cruciais para o país como saúde, educação e segurança."

 

Com informações da Agência Brasil