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Guedes se anima a recriar CPMF

Imposto único extinguiria contribuições que são a base da seguridade social.

Conjuntura / 22:47 - 11 de Jul de 2019

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Animado com a disposição dos deputados em adotar uma agenda ultraliberal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda endossar uma versão mais radical da reforma tributária, com a recriação da CPMF e extinção do IPI, PIS, Cofins, Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL). A informação é de uma fonte não identificada ouvida pela agência de notícias Reuters.

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, é histórico defensor do imposto único. A proposta agrada a Guedes por outro fator: eliminaria as duas contribuições (Cofins e CSLL) que são a base da seguridade social.

O economista francês Thomas Piketty, em artigo publicado nesta quinta-feira, defende que a discussão da reforma previdenciária não pode se fazer dissociada da construção de um novo sistema tributário nacional. Porém, a mudança nos impostos implica decidir quem sai ganhando e quem vai perder. Vindo do Ministério da Economia, não é exagero acreditar que os privilegiados manterão ou ampliarão os privilégios.

O sindicato dos analistas-tributários da Receita Federal (Sindireceita) fez uma proposta da contribuição social dedutível, contida no estudo “Mais Simples, Mais Justo”, publicado no Monitor Mercantil em 21 de junho.

A CS Dedutível também seria similar à CPMF. Mas a grande diferença é que o novo modelo visa a tributar os sonegadores. Quem está na economia formal poderá deduzir o valor pago. O sistema começaria com a supressão da contribuição patronal sobre folha de pagamentos. Trabalhadores continuariam contribuindo, mas o valor seria deduzido da CS.

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