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Grupo de Lima concorda em não interferência na Venezuela

EUA impuseram uma série de sanções a indivíduos venezuelanos envolvidos na controversa Constituinte.

Informática / 14 Janeiro 2019 - 08:27

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Dez países-membros do Grupo de Lima se distanciaram de interferir nos assuntos internos da Venezuela, afirmou no sábado o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Peru, Panamá e Santa Lúcia, que juntos pediram para que o presidente venezuelano Nicolás Maduro deixasse o poder, retificaram sua posição, disse Arreaza em uma coletiva de imprensa na sede do ministério.

Esses governos se distanciaram "não apenas de uma posição que viola a lei internacional e da interferência nos assuntos internos da Venezuela, mas também da posição (...) de Washington", disse Arreaza.

Os EUA impuseram uma série de sanções a indivíduos venezuelanos envolvidos na controversa Assembleia Nacional Constituinte do país, incluindo Maduro, para apoiar a Mesa Redonda da Unidade Democrática da oposição.

Dos 14 países-membros do Grupo de Lima, 13, exceto o México, assinaram em 4 de janeiro uma declaração na capital peruana, Lima, para instar Maduro a não assumir o segundo mandato presidencial em 10 de janeiro, devido às supostas violações da democracia por parte de seu governo.

Maduro disse na quarta-feira que daria ao Grupo de Lima 48 horas para corrigir sua posição ou responderá com medidas "brutas".

O Paraguai e o Canadá ainda não enviaram notas diplomáticas a Caracas e a Venezuela esperará até 14 de janeiro "para que esses dois países possam corrigir", disse o ministro das Relações Exteriores.

O Grupo de Lima, formado principalmente por países latino-americanos, foi formado após a Declaração de Lima na capital peruana em 2017 com o objetivo proclamado de resolver a crise interna da Venezuela.

 

Agência Xinhua

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