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Governo prevê reestruturação da Conab em 3 meses

Estatal tem 180 armazéns e pelo menos 67 devem ser vendidos

Mercado Financeiro / 12 Abril 2019 - 20:01

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Criada há quase 30 anos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), passará por um processo de reestruturação, que inclui a venda de alguns armazéns. A ministra do Mapa, Tereza Cristina, disse nesta sexta-feira, que entre as metas para os próximos 100 dias está a reestruturação da estatal.

A política da nova Conab vai ser lançada nos próximos 100 dias, com o que nós queremos que a Conab faça daqui para a frente”, disse a ministra à Agência Brasil, após participar de uma solenidade comemorativa dos 29 anos da Conab.

Em fevereiro, o presidente da Conab, Newton Araújo, informou durante sua cerimônia de posse, que a companhia tem cerca de 180 armazéns e que pelo menos 67 deles deveriam ser colocados à venda.

Comparativamente com a iniciativa privada, a gente não tem nem 2% da capacidade de armazenamento estático, sem contar com a deficiência que nossos armazéns têm com relação à manutenção. Eles são já bastante antigos, necessitando de manutenção e alguns até sucateados”, disse na ocasião Newton Araújo.

Competência

A Conab é encarregada de gerir as políticas agrícolas e de abastecimento. Sediada em Brasília, a companhia implementa ações em todo o território nacional por meio de sua rede de 25 superintendências regionais e mais de 90 unidades armazenadoras, realizando ainda ações de cooperação internacional. A Conab realiza os Leilões de venda de estoques públicos e estratégicos de milho, arroz, café, feijão, sorgo, sisal, trigo, entre outros produtos.

Perguntada sobre como estão as negociações sobre o tabelamento do frete de caminhoneiros, com o Ministério da Infraestrutura, a ministra disse que sua pasta está “agoniada” com a falta de definições, e manifestou desejo de que a questão se resolva o quanto antes, de forma a evitar riscos para o setor e dar segurança jurídica ao produtor rural que, segundo ela, é “a ponta mais fraca do processo”.

O ministério está muito agoniado porque acha que isso é um problema para preços futuros, impactando de maneira muito forte no custo dos produtos da agropecuária. Então, quanto antes nós resolvermos, melhor, seja com a nova tabela que está sendo construída e que o Ministério da Infraestrutura está para lançar, ou através de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. A gente quer que isso se resolva e que dê segurança jurídica porque o custo vem sempre em cima do produtor rural, que é a ponta mais fraca do processo”, disse a ministra.

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