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Governo da Venezuela conversa com parte democrática da oposição

'Há uma oposição que pode ser classificada como democrática, mas há outra simplesmente de marionetes dos EUA', disse embaixador na ONU.

Internacional / 13:49 - 16 de Mai de 2019

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O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas, Jorge Valero, confirmou nesta quinta-feira a ocorrência de negociações na Noruega entre o governo venezuelano e uma "parte democrática" da oposição, mas não aquela apoiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

"Existe uma oposição que pode ser classificada como democrática, mas há outra que é composta simplesmente por marionetes do império dos EUA", disse Valero a repórteres, sem dar maiores detalhes. "Eu posso confirmar que há conversas, mas não posso entrar em detalhes".

Valero chamou Trump de "criminoso de guerra".

O governo dos EUA anunciou ontem a suspensão imediata de todos os voos comerciais e de carga que tenham a Venezuela como origem ou destino, citando como justificativa preocupações com segurança nos aeroportos venezuelanos.

O Departamento de Transportes americano informou, em comunicado, que a ordem foi dada em acordo com os departamentos de Estado e de Segurança Interna.

"As condições na Venezuela ameaçam a segurança dos passageiros, das aeronaves e da tripulação que viajam para ou a partir desse país", diz uma carta enviada pela pasta de Segurança Interna à de Transportes solicitando a suspensão dos voos.

A secretária de Transportes, Elaine L. Chao, justificou a medida com base em uma lei federal que autoriza a suspensão dos serviços de companhias aéreas estrangeiras e americanas entre os EUA e outro país, quando houver condições nos aeroportos que ameacem "a segurança de passageiros, aeronaves ou tripulação".

A medida é adicional à notificação feita no último dia 1º de maio pela Administração Federal de Aviação, que proibia os operadores de aeronaves e pilotos certificados pelos EUA de voarem abaixo de 26 mil pés sobre território venezuelano, também por razões de segurança.

A medida deve ter mais impacto nos voos de carga e menos no transporte de passageiros, já que, em meio à crise no país, muitas companhias aéreas internacionais já haviam parado de voar para a Venezuela, mencionando preocupações com segurança, bem como disputas financeiras com o país, que estaria devendo dinheiro a elas.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Deutsche Welle

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