Governo coreano apoia produção de materiais industriais essenciais

A estratégia da Coreia é se tornar 'potência econômica'; presidente enfatizou necessidade de inovar setor manufatureiro local.

Internacional / 11:36 - 10 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O presidente sul-coreano Moon Jae-in teve hoje reunião de gabinete visando a apoiar a produção doméstica de grandes materiais industriais em meio a um conflito comercial com o Japão.

Aumentar a competitividade dos materiais industriais, componentes e outros equipamentos tecnológicos é uma "tarefa estratégica para (se tornar) uma potência econômica", afirmou Moon durante a reunião realizada no Instituto de Semicondutores Pós-Silício do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia (Kist, por sua sigla em inglês) em Seul.

É "uma questão de estabelecer a base da economia sul-coreana além do nível das relações entre a Coreia do Sul e o Japão", acrescentou.

Esta foi a segunda reunião semanal do gabinete de Moon fora do complexo presidencial de Cheong Wa Dae (Casa Azul, residência e escritório do presidente sul-coreano). No final de fevereiro, ele presidiu uma sessão no Museu Kim Koo, em Seul, antes do centésimo aniversário do Movimento de 1º de março de 1919, contra o domínio colonial do Japão.

Ele atribuiu um significado especial à escolha do Kist como local, chamando-o de "berço" do desenvolvimento tecnológico da Coreia do Sul.

Um plano para as indústrias da Coreia do Sul, como construção naval, aço e automóveis, que levaram ao "Milagre no Rio Han", nasceu no Kist, lembrou ele. O "Milagre do Rio Han" é uma expressão que se refere ao acelerado crescimento da Coreia do Sul, incluindo rápida industrialização, avanço tecnológico, boom educacional, aumento exponencial nos padrões de vida e rápida urbanização.

Moon disse que está determinado a fortalecer a economia da Coreia do Sul para que ninguém possa "abalá-la".

Moon enfatizou a necessidade de inovar o setor manufatureiro local.

As restrições de exportação do Japão contra empresas sul-coreanas, que começaram no início de julho, serviram como um alerta para os conglomerados locais, que se apoiaram fortemente nos suprimentos do país vizinho.

Moon apresentou o incentivo a fornecedores locais como uma solução de médio a longo prazo.

"O governo aumentará agressivamente o investimento (no setor)", disse ele.

O governo planeja gastar US$ 4,2 bilhões em projetos relevantes nos próximos três anos.

Como parte dos esforços, o Gabinete aprovou um plano para criar um painel presidencial para aumentar a competitividade da produção sul-coreana de materiais industriais, componentes e outros equipamentos de tecnologia.

Moon disse que o comitê desempenhará um papel central na pressão pela política, que incluiria a revisão da legislação relevante.

Presidido pelo ministro da Economia e Finanças, ele foi projetado para um "impulso sistêmico" por medidas relacionadas, envolvendo também até 50 especialistas civis, disse o governo.

O novo ministro da Justiça Cho Kuk estava entre os participantes da sessão do Gabinete. Moon nomeou Cho na segunda-feira, apesar da forte oposição de críticos que discordam de supostos lapsos éticos e irregularidades envolvendo sua família.

Mais tarde, Moon visitou um centro de serviço civil do governo, instalado na sede da Câmara de Comércio e Indústria da Coréia (KCCI) em Seul, em 22 de julho, para ajudar as empresas sul-coreanas a lidar com os problemas na obtenção de materiais e peças necessários à produção do país.

 

Agência Brasil, com informações da Yonhap

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor