Governo anuncia privatização de Correios e Casa da Moeda

Lista de 17 que vão embora inclui Eletrobras, EBC, Telebras, Codesp, Emgea, Serpro, Dataprev, CBTU, Trensurb, Ceagesp, e Ceasaminas.

Conjuntura / 16:15 - 21 de ago de 2019

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O governo anuncia hoje às 17h uma lista de 17 empresas que serão privatizadas, embora ainda não haja, segundo o jornal O Globo, dados "sobre quando as privatizações serão concluídas ou qual é a expectativa de faturamento do Executivo."
Ainda de acordo com o jornal, "a lista inclui Correios, Telebras, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que até agora não aparecia nas listas do governo; e Eletrobras. Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes voltou a sugerir privatização da Petrobras."
Mais cedo, Bolsonaro já havia informado que os Correios estariam na lista e reconheceu que o processo de venda será "bastante longo".
"Vão entrar no Programa de Parcerias de Investimentos para começar o processo de privatização. Começa com os Correios. Essa aí eu tenho de cabeça. A privatização dos Correios passa também, segundo decisão do Supremo, pelo Congresso Nacional. Então é um processo longo, não é rápido", disse.
A ECT tem origem com a criação do cargo de Correio-mor das cartas do mar em 1663. Em 1931 o decreto 20.859, de 26 de dezembro de 1931 funde a Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e cria o Departamento dos Correios e Telégrafos. A ECT foi criada a 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações mediante a transformação da autarquia federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT).
Os Correios encerraram 2018 com lucro líquido de R$ 161 milhões. Recentemente, a empresa abriu um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que teve a adesão de 4,8 mil funcionários. Em seu quadro geral, os Correios têm cerca de 105 mil funcionários.
Outra da lista é a Eletrobras, a maior do setor da América Latina. Sua capacidade geradora equivale a cerca de um terço do total da capacidade instalada do país. No segundo trimestre do ano, a empresa registrou lucro líquido de R$ 5,5 bilhões, resultado 305% superior a igual período do ano passado. Em 2004, a Eletrobras foi excluída do Programa Nacional de Desestatização (PND) e hoje a União detém o controle acionário da empresa, com 53,9% das ações ordinárias da companhia. A administração federal é proprietária ainda de 15,5% das ações preferenciais, cuja maioria está em mãos privadas.
Já a Casa da Moeda foi fundada em 1694, para otimizar a circulação de moedas no Brasil. Atualmente, está em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, capacidade instalada para produzir aproximadamente 2,6 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano.
Ontem, Paulo Guedes disse que o governo vai acelerar ainda mais as privatizações
"As coisas estão acontecendo devagarzinho, vai uma BR Distribuidora aqui, daqui a pouco vem uma Eletrobras, uma Telebras, daqui a pouco vem também os Correios, está tudo na lista. Amanhã deve ser anunciado umas 17 empresas só para completar o ano. Ano que vem tem mais".
Guedes disse que o governo atingiu, em agosto, a meta de arrecadação de recursos com privatizações, de R$ 80 bilhões, estipulada para todo o ano de 2019.
"Na privatização nós vamos acelerar. E nós achamos que vamos surpreender", disse.

Debate - A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou hoje realização de debate com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, sobre o setor postal brasileiro.

O evento na Câmara dos Deputados ainda será marcado. Serão convidados o presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto, o ex-vice-presidente de Finanças da estatal Gerson Carrion e representantes dos trabalhadores.

O debate foi proposto pelo deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). "O tema é de fundamental relevância para o Brasil. É essencial que o Parlamento tenha conhecimento pleno dos planos do governo para um setor essencial", disse.


Com informações da Agência Brasil, do jornal O Globo e da Agência Câmara Notícias

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