Governadores é que devem estabelecer os preços dos combustíveis

Depois de dois dias de elevação, barril de petróleo tem queda nos mercados externos.

Acredite se Puder / 19:36 - 7 de jan de 2020

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A cotação das ações da Petrobras, ordinárias e preferenciais, sofreram desvalorização pelo segundo dia consecutivo, sendo que as primeiras perderam 1,70%, caindo para R$ 32,47, e as segundas desvalorizaram 0,65%, baixando para R$ 30,61. Tudo indica que, depois do susto causado pelas ameaças do Irã, a cotação do barril de petróleo voltou a tendência anterior, que era de queda. Em Londres, a do Brent desvalorizou 1,2% e voltou para US$ 69,06, enquanto o WTI, em Nova York, sofreu desvalorização de 1,19%, recuando para US$ 62,52.

No Brasil ainda se discute quais os reflexos que o comportamento no mercado externo poderá influenciar o interno. Parece que está certa a política de não intervenção federal para evitar a alta nos preços dos combustíveis. O problema tem de ser deixado para a esfera estadual, cabendo a cada governador estabelecer o ICMS justo para a fixação dos preços dos combustíveis nas bombas, prejudicando ou não seus eleitores. A regionalização é importantíssima. Poucos devem ter esquecido que o Rio de Janeiro era o centro financeiro do Brasil. Deixou de ser por causa da estupidez de um prefeito que não quis reduzir a taxa do ISS, mantendo em 3% para não afetar a arrecadação, enquanto Marta Suplicy baixou para 1,5% o tributo para os bancos, que foram em massa para São Paulo.

 

Paraná cria problemas para CCR e Ecorodovias

A Controladoria-Geral do Estado do Paraná suspendeu em caráter cautelar, o direito da Rodonorte, controlada pela CCR, e da Rodovia das Cataratas S/A (Ecocataratas) e Concessionária Ecovia Caminho do Mar S/A (Ecovia), subsidiárias da Ecodovias, de participarem de novas licitações e de celebrar novos contratos com o governo estadual. Apesar de a medida estar restrita a disputa entre a Rodonorte o Estado do Paraná, a holding promete que vai adotar as medidas cabíveis. A Ecorodovias também comunicou que adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a suspensão temporária.

 

Analista do Daycoval recomenda ações da Omega

Para Enrico Cozzolino, analista de investimentos do Banco Daycoval, as ações da Omega Geração são um “porto seguro” para balancear as carteiras, pois as empresas do setor elétrico são encaradas como as de receitas mais previsíveis e boa distribuição de dividendos. O analista afirma que acompanha esse ativo desde seu IPO e registrou que houve um aumento significativo de sua liquidez, que favorece seu reconhecimento como um player importante no mercado. Passada a questão de interferência governamental que gerou polêmica sobre a tributação da energia solar no país, o ativo tende a continuar sua tendência de alta em virtude da boa gestão na empresa.

 

Dono da MRV quer vender AHS

No ano passado, o controlador da MRV apresentou proposta para incorporar a norte-americana AHS Residential, da qual possui o controle acionário. Acionistas de peso consideraram a aquisição desinteressante e com valor desproporcional. Resultado: foi rechaçada, e o majoritário prometeu levar em consideração várias sugestões antes de reformulá-la. Agora, novamente a construtora informa ao mercado que recebeu uma carta da acionista Dynamo Administração de Recursos, do Rio de Janeiro, apoiando o plano para levar dinheiro brasileiro para o futuro programa “My home, my life”. Por causa desse apoio, a MRV pretende reapresentar a mesma proposta na Assembleia Geral que será realizada no dia 31 de janeiro, na sede da empresa em Belo Horizonte.

 

Bradesco prevê Sanepar em R$ 124

Os analistas do Bradesco BBI elevaram a recomendação das ações da Sanepar, empresa de saneamento e abastecimento de água do Paraná, de neutra para compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 124, que atualmente está oscilando na faixa de R$ 96. O otimismo é por causa da decisão do Tribunal de Contas do Estado que confirmou o reajuste de 12,1% nas tarifas de 2019, aumento que havia sido bloqueado. Os técnicos ressaltam o “estrito controle de custos” adotado pela empresa e uma margem Ebitda 10% superior para o período 2019/20.

 

Itaú reduz classificação da Cesp

Em outubro, o Itaú BBA iniciou as análises da Cesp. Agora, reduziu sua recomendação dos papéis da geradora e distribuidora energética de outperform para neutra, mas manteve o preço-alvo de R$ 34, com potencial de valorização de apenas 6%.

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