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Goldman Sachs: bons ganhos deste ano se esgotaram em janeiro

Quem não obteve altos lucros no movimento altista do mês passado, perdeu.

Acredite se puder / 05 Fevereiro 2019 - 17:58

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O rally previsto pelos analistas do Goldman Sachs aconteceu de forma rápida, no início deste ano. Agora, em relatório do banco de investimento norte-americano, esses técnicos afirmam que quem não obteve lucros no movimento altista de janeiro, perdeu, pois aquele foi o período com melhor retorno deste ano; agora só existe a expectativa de ganhos modestos nas ações. Os papéis nas bolsas norte-americanas tiveram valorização de 16%, e os do mercado europeu acumularam ganhos de 9%. Essa recuperação do sell off ocorrido no quarto trimestre do ano passado foi consequência da mudança na postura da Federal Reserve e do otimismo com as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Acontece que, apesar da recuperação, muitos investidores preferiram se manter à margem do mercado, pois consideram que ainda é fraco o consenso da direção que será adotada. Os analistas do Goldman, por exemplo, aguardam que o crescimento econômico nos Estados Unidos e na Europa se estabilize neste ano e ressaltam que o movimento não voltará ao ritmo anterior, aguardando um mercado com reduzida liquidez e amplitudes de variação mais limitadas. E classificam esse tipo de negociação como “estreito e estável”, sobretudo para a Europa, onde o crescimento dos resultados líquidos deverá ser bem limitado estimando que o índice Stoxx600 valorize cerca de 4% nos próximos 12 meses.

Apesar desse cenário desfavorável na Europa e nos EUA, os técnicos do banco de investimento ainda enxergam lucros diminutos nas ações de empresas que podem apresentar balanços fortes. Mas salientam que chegou ao fim o período de melhor desempenho das que tiveram valorização pelo crescimento apresentado. E chamam atenção para o fato de que não vislumbram ganhos elevados para aquelas que se destacam pelo pagamento de grandes dividendos.

 

Erdogan quer tomar banco da oposição

Tayyip Erdogan recebeu poderes emergenciais que lhe permitem agir de forma mais ampla e direta na economia quando se considerar que a estabilidade financeira do país está ameaçada. Por causa disso, o presidente turco afirmou que o Tesouro vai ficar com a participação de cerca de 28% no Isbank, o maior banco do país em termos de ativos. Acontece que o dono dessa parcela é o CHP, o maior partido da oposição, e Erdogan tenta ficar com essas ações, apesar da resistência que tem encontrado por parte da oposição, que não pretende desistir da posição na instituição financeira.

O engraçado é que o AK, partido de Erdogan, não tem a maioria parlamentar necessária para alterar unilateralmente as leis. Por causa disso, solicitou o apoio do menor partido da assembleia, o seu parceiro nacionalista MHP. Pitoresca é sua afirmação de que “o parlamento tomará essa decisão histórica, porque Deus assim quis”. Esta possibilidade levou as ações do Isbank a caírem 6% durante a sessão desta terça-feira. A lira turca também sofreu e recuou 0,18% para US$ 5,2095.

 

Ministro publica anúncio para encontrar fujão

Abel Antônio Cosme, ex-presidente do conselho de administração da Transporte Coletivo Urbano de Luanda, foi denunciado pela PGR de Angola por desvio de fundos e está desaparecido há meses. O ministro dos Transportes publicou anúncio em um jornal para tentar encontrar o fujão.

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