Advertisement

Gol faz captação no exterior de US$500 milhões

Aérea usará os recursos para recomprar outros de seus papéis de dívida no mercado.

Mercado Financeiro / 14 Março 2019 - 22:49

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira que fez captações de bônus no mercado internacional. Segundo o IFR, serviço da Refinitiv, as transações em conjunto movimentam cerca de US$ 500 milhões. Estão coordenando a operação o Bank of America Merrill Lynch, Morgan Stanley e a Evercore

A primeira operação envolve a oferta de US$ 300 milhões em notas conversíveis com vencimento em 2024. Os donos dos papéis terão a opção de trocá-los por American Depositary Shares (ADSs). A empresa poderá realizar o pagamento das Notes em dinheiro, ADSs ou por meio da combinação de ambos.

A companhia usará os recursos da captação para recomprar outros de seus papéis de dívida no mercado. Segundo o IFR, o FIP Volluto, controlador da Gol, está vendendo simultaneamente 14 milhões de ADSs para facilitar o empréstimo de ações para os compradores das notas permutáveis.

 

Resultados

 

No mês passado, a Gol reportou prejuízo de R$ 779,7 milhões em 2018, após registrar lucro de R$ 377,8 milhões em 2017. Analisando somente o quarto trimestre a empresa teve lucro líquido de R$ 580 milhões, bem superior aos R$ 62 milhões apurados no mesmo período de 2017, em meio a uma forte redução no resultado financeiro negativo.

A empresa elevou as projeções de margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para cerca de 28% em 2019 e para cerca de 29% em 2020. Em janeiro, a empresa havia estimado margem Ebitda em 2019 de 27%. A Gol prevê uma receita líquida total de R$ 14,2 bilhões em 2020.

A companhia também melhorou ligeiramente a previsão para o endividamento. Para 2019, a estimativa de dívida líquida sobre Ebitda caiu de 3 para 2,9 vezes, enquanto para 2020 a previsão passou de 2,5 para 2,4 vezes.

A empresa já disse que seguirá com a estratégia de desalavancagem do balanço e a melhoria do perfil de liquidez da companhia, por meio da amortização de dívidas de curto e longo prazo, utilizando recursos provenientes da geração de fluxo de caixa operacional e novas emissões. “Ao longo de 2018, finalizamos diversas iniciativas de desalavancagem (liability management): a recompra das Senior Notes com vencimentos em 2018, 2020, 2021, 2023 e 2028 e a amortização das debêntures”, explicou na apresentação dos resultados Richard Lark, Diretor Vice-presidente financeiro.

 

 

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor