Gestores de fundos acreditam que ‘bull market’ está próximo

Mas os investidores com mais de US$ 1 milhão estão com medo.

Acredite se Puder / 19:25 - 12 de nov de 2019

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Os mais ricos investidores estão encolhidos, morrendo de medo de um sell-off no mercado de ações no próximo ano. Enquanto isso, os gestores de fundos apontam na direção contrária e acreditam que acontecerá um bull market em breve. Quem está com a razão? As pesquisas mensais do Bank of America Merrill Lynch com os gestores de fundos globais mostra que estes substituíram os medos de recessão pelo receio de perder oportunidades. E consta no relatório do banco norte-americano que os touros estão de volta, pois as preocupações de recessão global se desvaneceram-se e o medo de ficar para trás (fear of missing out) vai precipitar uma onda de otimismo e um salto na exposição a ações.

Nessa altura em que o mercado de capitais parece se encaminhar para novos picos históricos, o grande receio na mente dos investidores parece ter mudado. A referência aos “touros” invoca o cenário conhecido como bull market, que se traduz em subidas superiores a 20% no valor dos ativos negociados. O levantamento mostra que os níveis de liquidez tiveram a maior quebra desde a eleição de Donald Trump em 2016, quando era de 4,2%, e agora a queda está em 5%, com o dinheiro disponível está no nível mais baixo desde junho de 2013. Paralelamente, o otimismo quanto ao crescimento da economia mundial disparou à taxa mais alta dos últimos 20 anos para atingir um pico de 18 meses. Isto é um sinal de que os investidores esperam que os números da produção industrial e os lucros das empresas melhorem.

O conflito comercial entre os Estados Unidos e a China é o fator que tem mais potencial para abalar este otimismo, apontaram ainda os gestores. Contudo, os mesmos acreditam que tréguas entre as duas maiores economias do mundo serão suficientes para impulsionar as ações em direção a novos recordes.

 

Mais ricos estão com medo

No mesmo dia, no entanto, foi divulgada a opinião dos investidores mais ricos, ou seja, aqueles que têm aplicados mais de US$ 1 milhão em ações, que continuam temerosos, acreditando que vai existir um sell-off’, antes de 2020 terminar. Esta classe, de investidores com mais de US$ 1 milhão em ativos e apontam os seguintes motivos: eleições nos EUA e a guerra com a China. A maioria dos mais ricos espera uma queda profunda nos mercados acionistas antes do final do próximo ano terminar e, em média, 25% dos seus ativos estão atualmente em dinheiro, de acordo com o estudo da UBS Global Wealth Managment, que entrevistou 3.400 investidores em todo o mundo e a grande maioria, algo em torno de 80%, disse que a volatilidade irá, provavelmente, aumentar. A conclusão é que 62% dos investidores pretendem diversificar os seus investimentos na maior pelos ativos disponíveis.

O estudo foi realizado entre agosto e outubro e mostrou que apesar das fortes preocupações a curto prazo, os investidores estão mais confiantes com o futuro a longo prazo e mostraram-se muito otimistas com o retorno dado pelos seus investimentos na próxima década.

 

Esquema Ponzi para comunidade de haitianos

Em Nova York, Ruless Pierre dirigia um clube de investimento chamado Grupo de Investimentos Entre Amigos que funcionava como um fraudulento esquema de Ponzi, destinado a membros da comunidade haitiana local, bem como a sua família e amigos. A Securities and Exchange Commission descobriu Pierre, desde pelo menos março de 2017, levantou mais de US$ 2 milhões de pelo menos 100 investidores, predominantemente nova-iorquinos haitianos, que adquiriram notas promissórias de alto rendimento através da Amongst Friends. Como alegado, Pierre induziu os investidores prometendo taxas de retorno irrealisticamente altas de pelo menos 20% a cada 60 dias.

Na realidade, a denúncia alega que o consultor teve pesadas perdas negociando com títulos e os ocultou usando os recursos dos novos investidores para pagar os mais velhos, emitindo extratos de falsas contas mostrando ganhos de investimento e obtendo novas quantias. Pierre também levantou de forma fraudulenta pelo menos US$ 375 mil de mais de 15 investidores, envolvendo a venda de interesses de parceria em uma cadeia de fast food. No Tribunal Distrital dos EUA no Distrito Sul de Nova York, a SEC acusa Pierre de violar as disposições antifraude das leis federais de valores mobiliários. A denúncia também nomeia R. Pierre Consulting Group LLC como réu. Em ação paralela, o Ministério Público dos EUA no Distrito Sul de Nova York anunciou hoje acusações criminais contra Pierre.

 

Magazine Luiza se contenta com R$ 4,4 bi

O Magazine Luiza está considerando captar R$ 4,4 bilhões na oferta primária de ações. O interessante é que antes a previsão era de R$ 5,2 bilhões.

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