Gasto com emendas por votos sobe R$ 1 bilhão

Apoio foi maior que o previsto, mas justiça suspende farra das verbas.

Política / 23:52 - 10 de jul de 2019

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Motivados pela promessa de liberação de R$ 20 milhões em emendas para cada voto a favor da reforma da Previdência, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou no início da noite desta quarta-feira o texto base das mudanças com 379 votos, 71 a mais do que o mínimo necessário, o que representaria um gasto extra de R$ 1 bilhão para contemplar os ‘votos excedentes’.

Os mais de R$ 7 bilhões que deverão ser gastos pelo governo na política do “toma lá, dá cá”, porém, estão ameaçados. O deputado Alexandre Padilha (PT-DF) divulgou em seu Twitter que a justiça mandou cancelar a “compra de votos c/emendas”. “Quem trocou seu voto por R$ 40 milhões recebeu cheque sem fundos de Bolsonaro”, ironizou.

Além dos R$ 20 milhões este ano, o Governo Bolsonaro acena com mais R$ 20 milhões ano que vem, totalizando R$ 40 milhões. O expediente é uma rendição à velha política, criticada por Jair Bolsonaro na eleição. As verbas visam a garantir apoio às propostas do governo.

Após a aprovação, começariam a ser votados os 15 destaques que buscam modificar o texto base. Uma das mais polêmicas é a que beneficia os policiais, que poderiam se aposentar mais cedo que os demais trabalhadores. Emenda proposta pelo Podemos neste sentido atende aos policiais federais, categoria com uma das mais altas remunerações do Executivo.

Outros destaques visam a modificar a pensão em caso de morte do cônjuge, o cálculo do tempo de contribuição de mulheres, a idade de aposentadoria de professores e pensão por morte e invalidez. Outra emenda busca mudar a fórmula de cálculo de aposentadoria, descartando os menores salários.

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