Governo leiloa nesta quarta-feira o ‘filé mignon’ do pré-sal

Búzios, uma das áreas ofertadas, é considerado o maior campo de produção offshore do mundo.

Conjuntura / 14:40 - 5 de nov de 2019

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O campo de Búzios – uma das quatro áreas do pré-sal ofertadas no megaleilão desta quarta-feira – é, juntamente com os campos de Lula e Sapinhoá, também localizados na Bacia de Santos, responsável por cerca de 51,5% de toda a produção brasileira de petróleo e gás em setembro, informou nesta terça-feira a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP).
Para impedir o megaleilão, que entrega o chamado ‘filé mignon’ do pré-sal ao capital estrangeiro, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos ingressaram com ações na Justiça. Búzios é considerado o maior campo de produção offshore do mundo, cujas reservas estimadas representam cerca de 70% de todo o petróleo produzido no país até hoje.
Uma das ações populares está em nome do coordenador da FUP, José Maria Rangel, que contesta os prejuízos do leilão e seus impactos ambientais. A ação foi impetrada no Distrito Federal contra o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Ele denuncia a falta de uma avaliação correta dos impactos ambientais na Bacia de Santos.
Em outra ação popular, protocolada na Justiça Federal de São Paulo, representantes de sete sindicatos de petroleiros filiados à FUP – Unificado de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Paraná e Santa Catarina, de Minas Gerais, da Bahia, de Pernambuco e Paraíba e do Rio Grande do Norte – contestam a legalidade do leilão da cessão onerosa do Pré-Sal e seus prejuízos financeiros para o estado brasileiro. 

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