Fundos imobiliários somam 1 milhão de cotistas

Mercado brasileiro tem mais de 390 instituições deste tipo.

Mercado Financeiro / 22:22 - 13 de set de 2019

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Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, aumentou o número de investimentos em fundos imobiliários. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos imobiliários atingiram a marca recorde de 1 milhão de cotistas no 1º semestre deste ano.

A Anbima diz que o novo recorde representa mais que o dobro do número de contas ativas em fundos deste tipo no mesmo período de 2018 (400,2 mil). “Com juros baixos e maior estabilidade político-econômica, os fundos imobiliários encontram um cenário fértil para crescimento e se reforçam como opção de diversificação do portfólio dos investidores. Isso também se deve à gradual retomada do mercado imobiliário, que usa esses produtos como fonte de recursos, e estimula o crescimento de empregos e do PIB”, afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima.

Segundo dados divulgados pela B3, entre 2018 e 2019 aumentou mais de 150% o número de pessoas que investe em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). O volume médio de negociação diária avançou mais de 82% no mesmo período. São 390 mil investidores registrados na bolsa brasileira. Em 2019, esses produtos acumulam R$ 15,3 bilhões em captação líquida, o que representa crescimento de 46% frente ao volume de R$ 10,5 bilhões registrado de janeiro a agosto do ano passado.

Em entrevista recente ao MONITOR MERCANTIL, Bruno Nunes, diretor da TG Core Asset Management - gestora independente de recursos com foco no mercado imobiliário –, disse que os FIIs realmente continuam sendo uma opção interessante de investimento.

Com a queda dos juros e a consequente redução da atratividade dos investimentos tradicionais, o mercado de FIIs vêm experimentando um acentuado ciclo de expansão. O Índice de Fundos de Investimento Imobiliários (IFIX), por exemplo, tem tido desempenho histórico superior às principais alternativas de investimento no setor imobiliário e ao CDI. Com isso, tanto o número de fundos negociados quanto o de investidores crescem aceleradamente, o que se reflete na liquidez destes produtos”, explicou Nunes.

Como todo investimento os FIIs também têm riscos, como por exemplo: vacância física e financeira; riscos relacionados a fatores macroeconômicos; risco de concentração em um único imóvel ou projeto imobiliário, dentre outros”, frisou. Mesmo apresentando um lastro imobiliário, esse tipo de fundo não obrigatoriamente pagará dividendos e terá uma remuneração constante. Por isso, não se deve comprar pela emoção.

 

Alerta

 

A alta dos fundos imobiliários não deve ser o único fator para escolha da aplicação, alerta a Anbima. “O investidor deve aplicar em produtos que o ajudem a alcançar seus objetivos, considerando prazo e apetite a risco, e não apenas seguir um movimento do mercado”, ressalta Carlos André. A aplicação é uma forma de investir em imóveis, sem ter que lidar com a burocracia e custos como IPTU, comissão a imobiliárias ou a corretores.

Neste tipo de produto, os investidores fazem seus aportes em um ativo imobiliário já existente, em construção ou em dívidas emitidas para financiamento de imóveis. O rendimento para o investidor pode vir do pagamento de aluguéis, arrendamento ou da simples valorização da cota comprada por cada participante do fundo.

A Anbima reconhece que os fundos imobiliários, entretanto, são considerados aplicações de risco pois podem sofrer com oscilações do mercado da mesma forma que acontece com ações na bolsa. Para sair de um fundo é preciso vender a cota adquirida, como se fosse uma ação.

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