Fortunas dos mais ricos aumenta US$ 4 milhões por hora

Com o aumento da tensão, mesmo alguns herdeiros bilionários têm apoiado medidas como impostos sobre fortunas.

Acredite se Puder / 19:23 - 20 de ago de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Os mais ricos do mundo ficam mais ricos US$ 70 mil por minuto, US$ 4 milhões por hora, US$ 100 milhões por dia. Esta é a rapidez com que a fortuna dos Waltons, o clã por detrás da Walmart, tem crescido desde o ano passado, quando a Bloomberg fez o ranking das famílias mais ricas do mundo. Um funcionário novo da Walmart nos EUA tem salário mínimo de US$ 11 por hora. Apesar da desigualdade salarial extrema, este contraste é gritante. Os herdeiros de Sam Walton, fundador da Walmart, acumulam riqueza a um ritmo sem precedentes e não estão sozinhos. A fortuna dos Walton aumentou em US$ 39 bilhões para um total de US$ 191 bilhões desde a publicação do ranking das famílias mais ricas do mundo, em junho de 2018.

Outras dinastias norte-americanas estão próximas em termos de acumulação de fortuna. A família Mars, da indústria dos doces, aumentou a fortuna em US$ 37 bilhões para US$ 127 bilhões. Os Kochs, donos da Koch Industries e conhecidos pelas atividades políticas, viram a sua riqueza aumentar US$ 26 bilhões para US$ 125 bilhões. O 0,1% dos mais ricos da América controlam mais riqueza atualmente do que em 1929, mas os asiáticos e europeus também estão a aumentando as suas fortunas. Em todo o mundo, as 25 famílias mais ricas controlam atualmente quase US$ 1,4 biliões, mais 24% do que no ano passado.

A desigualdade no capitalismo precisa ser reparada e tornou-se uma questão política explosiva, de Paris a Seattle passando por Hong Kong. Mas como é que se consegue reduzir a diferença entre os ricos e os pobres? Com o aumento da tensão, mesmo alguns herdeiros bilionários têm apoiado medidas como impostos sobre fortunas.

 

Momento de ‘vida ou morte’ para a Huawei

O fundador da chinesa Huawei distribuiu uma carta para os funcionários dizendo que o momento é de “vida ou morte” para a empresa. O interessante é que coloca nas mãos deles o futuro da empresa, salientando que os com funções redundantes têm duas opções: ou exploram novas soluções e têm possibilidade de prosperar dentro da empresa ou vão sentir cortes no salário de três em três meses. Esta é a principal mensagem de Ren Zhengfei na carta enviada aos funcionários, meses depois de a guerra à Huawei, por parte dos EUA, ter começado. Em maio, a administração Trump considerou que a tecnológica representa uma ameaça à segurança nacional e baniram o grupo empresarial dos Estados Unidos. Uma decisão que provocou duras críticas das empresas norte-americanas, que alegaram ter com a tecnológica chinesa negócios que não podiam ser quebrados de forma imediata.

Os EUA decidiram então dar algumas isenções temporárias, permitindo que determinadas empresas norte-americanas continuassem a ter relações comerciais com a Huawei durante 90 dias, prolongado por igual período. Os negócios da Huawei têm sido afetados por estas restrições. Na ocasião, a Huawei revelou estar com reduções de 40% e 60% nas encomendas internacionais dos seus smartphones, antecipando diminuição de US$ 60 milhões nas vendas de telefones neste ano.

 

Mercado muito doido

De uma queda inicial de 2,5%, as ações da B2W chegaram a apresentar ganhos de até 8% depois da avaliação dos investidores sobre o aumento do capital em R$ 2,5 bilhões, o quarto desde 2014. As ações fecharam com ganhos de 3,08%, a R$ 43,55.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor